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quinta-feira, setembro 02, 2010

Homens loucos e mulheres malucas

Hoje eu saí com medo. Medo de encontrá-lo novamente. Na primeira vez eu só queria beber. Sair da rotina de trabalho que me atormentava para conversar sobre qualquer coisa, menos sobre trabalho. Combinei isso com a amiga que me acompanhou nesse sábado a noite e ela tinha concordado comigo: não tocar em assuntos ligados a trabalho.

Perfeito, arrumei umas amigas para sair para um lugar que adoro. Uma levou um amigo. Eu estava querendo dançar, ver um show legal e não me preocupar em conquistar ninguém....esse para mim era um sábado perfeito.

Estava na mesa, sentada com a minha amiga, sem pretensão de conhecer ninguém e ele se aproximou. Se ofereceu para sentar porque estava sozinho. Aceitei porque pensei que ele não agüentaria o papo de menina que estava rolando. Mas ele se meteu na conversa e começou a falar de trabalho.

Dancei bem, bebi o suficiente para olhar para ele e perceber que ele não estava no mesmo clima que o meu. Ele queria ficar parado, olhando as pessoas. Enquanto isso eu tentava me esquivar das cantadas estranhas que apareciam e que não me agradavam.

O trabalho dele era igual ao meu. Tudo o que eu não queria. Mesmo assim foi bom conversar com ele, enquanto minha amiga estava. Quando ela foi embora o clima começou a pesar.

Saímos para comer. Todos estavam com fome e eu não tinha nada em casa para oferecer. Preferimos ficar na rua, conversar e continuar bebendo. Eu gostei dele mas desconfiei, será que o veria novamente?

Eu o achei muito chato. Me olhava como se fizesse um raio x. Não gosto disso mas ele insistia num jogo de sedução que não era do meu costume. Mas o álcool influencia qualquer conquista e ele acabou conseguindo.

Ele não me acompanhou no álcool mas me acompanhou até em casa. Fiquei pensando nele o dia inteiro e resolvi arriscar, chamá-lo para algo, era só um papo num fim de tarde de domingo.

Resolvi não atender as suas ligações. Era final de domingo e eu estava muito cansada por causa do trabalho. Ele saía do trabalho e queria me ver mas não soube dizer uma frase interessante que me fizesse largar tudo para ir.

O domingo foi maravilhoso. Surpreendente. Ele me agradou, me conquistou mas não me beijou. Mas teria continuação. Era questão de tempo.

A noite de domingo foi tensa. Não consegui dormir porque o celular não parava. E o dia seguinte foi igual. A arrogância e a pretensão me desanimaram. Não queria mais.

Eu queria mais e tinha data e hora para acontecer. O celular não tocou mas algumas mensagens foram trocadas o que me fez ter certeza que estava no caminho certo.

O celular não parava. As mensagens foram trocadas mas ele não entendia os sentidos delas. Ele insistia.

Ele foi sutil. Um problema chato nos impediu. Não desistimos.

Eu não queria mais ouvir a voz ainda mais o cel tocar e ver que era ele...era terrível. Eu não gostava.

Conversar com ele era um prazer. O papo era bom, diferente e a conquista me instigava. Hoje ainda penso nele. Ligo pra ele, mando msg, email e qualquer outro tipo de contato existente no mundo virtual.

Ele me achou no mundo virtual. Como pôde? Mal saiba meu nome. O mundo é pequeno.

O mundo é pequeno. O encontrei. O clima já não era mais o mesmo. Muita gente por perto pode ter inibido o processo da conquista. Mas talvez ele não quis continuar. Não entendi e insisti.

Ele insistiu demais, foi chato e eu o ignorei. Ele não desiste e até hoje tenta. Posso encontrá-lo a qualquer momento. Não quero mas estou pronta para quando isso acontecer e dizer não.

Eu insisti demais. Fui chata e ele me ignorou. Acho que ele preferiu não retribuir as minhas mensagens e a minha emoção...

O chamei de louco, chato e insistente.

Fui quase a louca, a chata e a insistente.

Em um teve beijo sem paixão...

e no outro paixão sem beijo...

fiquei sem os dois e com todos os outros sábados...