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domingo, novembro 16, 2008

para refletir

“A ignorância liberta”, disse a amiga. Politicamente, achou a frase para lá de questionável, mas no campo pessoal, fez sentido. Quando adolescente, deixava a vida levar. Barco a deriva. No mar bravio. Ou na calma de um lago. Não importava, a vida seguia assim, solta, quase que naturalmente. Sentia-se sempre feliz. Tudo era simples. Gosto? Então continuo. Não gosto? Vaza, malandro!!!! A vida era como a OI, simples assim. Não que fosse entediante. Muito pelo contrário, sua vida fora sempre cheia de emoções. Emoções sim, mas sem grandes questionamentos. Hoje, pensa, racionaliza, pensa de novo, quase faz contas, coloca na balança, receia, vacila, é, mas não é, pode ser... será que é? O problema de se fazer muitas perguntas é passar a vida questionando e se esquecer de vivê-la. O real não espera você encontrar todas as respostas. Crescer dói. Os caminhos se tornam mais restritos. A liberdade vem junto com as responsabilidades, trabalhos e contas a pagar. Tudo se complexifica. Inclusive os relacionamentos. Perdem a leveza e o diletantismo dos amores adolescentes, que por mais carregados de amor e paixão eram sempre inconseqüentes. A maturidade não veio para esclarecer, e sim para confundir. E continua a perguntar: dá para viver como adolescente, deixando acontecer? Ao mesmo tempo, dá para “matematizar” a vida? Até que ponto ainda dá para correr riscos? Até que ponto isto não se tornou irresponsabilidade?

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