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sábado, novembro 08, 2008

ACABOU

O fim é uma das poucas coisas na vida que tem um lado muito bom e um lado muito ruim.
O fim de um amor, de uma dor, de uma viagem, de uma prova, de um projeto, de um filme, uma música, de um livro, de uma paixão, de uma aventura, de uma doença, de uma saudade, de uma esperança, de uma verdade, de uma mentira, de uma morte, de uma vida....

Pensar no fim deve ser um exercício constante em nossas vidas. Estamos caminhando para ele. O fim chegará, o início já foi...

Exemplos de coisas boas para o fim: o término de uma viagem pode ser fascinante, nesse caso, a volta pra casa é uma das melhores sensações na vida. No entanto, não se compara a você chegar em casa e usar suas coisas, seu chuveiro e sua querida e amada privada. A privada alheia nunca é tão boa quanto a nossa.

O fim de um filme pode ser incrível mas trágico. Incrível porque se for a chance que você tinha para conquistar a companhia de alguém, o final do filme indica que você conseguiu se ela estava ao seu lado. Tomar um chopp e conversar sobre o filme é uma sensação ótima, porque logo depois vem o beijo e a promessa de novos filmes. O fim de um filme pode ser o fim de um amor. A desculpa do cinema é terrível e você não é capaz de imaginar o final da noite. O final do filme é o que menos importa naquele momento de tensão e fim de um romance. Mas o alívio desse final já esperado por você pode ser fascinante, principalmente se na volta para a casa você esbarrar com alguém interessante. Amar pode ser magnífico e deixar de amar melhor ainda porque indica o início de um outro amor, nem que seja com você mesmo.

As dores, as esperanças, as mentiras e outros sentimentos ou patologias que terminam não deixam de seguir o fluxo natural da vida. O que importa é nos adaptarmos bem a esses fins e a todos recomeço que vem com eles. A morte quando vem é para dar lugar a uma nova vida. E eu nem digo naquelas situações em que o morto doa seus órgãos. Mesmo sem transplantes a energia que a morte deixa vai embalar uma vida que nasce. E a todo momento nascemos e morremos sem perceber. O que importa, então, é aproveitar o começo e o fim, do dia, da noite, do amor, da música, da festa, do jogo e de outras sensações com início, meio e fim, impreterivelmente....

O amor sempre terá fim? Ou o amor que sentimos por outrem é que acaba e não o nosso amor que damos?

Pergunta para debater...

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