apenas algumas reflexões dos momentos vazios que tive nas horas vazias da vida dos dias não tão cheios lamento os erros de grafia de algumas palavras. não escrevo previamente, por isso esses equívocos e a falta de correção . não quero revisar os textos pq cada erro e cada texto teve o seu momnto vazio que não quero hoje preencher. boa leitura
Quem sou eu
- AMANTE DA VIDA NUM MUNDO EGOÍSTA QUE AMA DEMAIS POR MUITO MENOS....
- sem descrições a fazer...os leitores poderão fazer por mim
sexta-feira, novembro 28, 2008
Uma pausa, apenas uma pausa
Cansei da mesmice. Minhas dores não permitem mais correr atrás dele, dela, deles. Então, caros leitores, irei pausar. Minhas mãos já não respondem aos meus comandos. Querem escrever coisas que não penso, que não vivi e que não terei.
Então, a mão direita falou para a esquerda: “Vamos parar um pouco?” e a esquerda respondeu: “também acho melhor”
E assim as duas se calaram. A dona delas vai continuar no ar, continuar a cantar e a rezar pelas novidades do amor. Mas agora de forma diferente. Até chegar o próximo, dizer a mesma coisa e não mais do mesmo, ocorrer o mais comum dos encontros.
Ao desencarnar no brejo da cruz, estarei eu pensando no que poderia escrever e que não vai chegar a sair do meu pensamento e ocupar umas páginas de Word.
A próxima carta será para quem está longe, para quem eu quis encontrar e que hoje, pelo menos nesse ano, não encontrarei nas praças da vida...e saudades do último encontro...
Bye bye, em espanhol...
sexta-feira, novembro 21, 2008
o estranho das relações
Eu gosto do sol, ele da noite
Eu queria dormir, ele queria ficar acordado
Eu queria pizza, ele apenas um cachorro quente
Eu queria casar, ele queria ficar
Eu sou Vasco, ele flamengo
Ele as vezes torce pelo meu time, eu mais ou menos pro dele..
Mesmo com tantas diferenças a relação seguiu bem. Eu o entendia nas suas preferências e ele nas minhas. Apesar do bom entendimento, eu sentia que algo faltava. Algo não estava no seu lugar, se é que eu sabia que lugar era esse desse “algo”.
Um belo dia ele chegou em casa com um ar estranho. Chegou e foi direto tomar banho. Não me deu o beijo de costume e eu estranhei. Fui até o banheiro e estava trancado. Ele nunca trancava o banheiro, em nenhum momento. Seu banho foi demorado, tinha momentos que eu ouvia o chuveiro numa queda igual, ou seja, não tocava o corpo dele em movimento. Após um longo período desse barulho de queda d’água sem obstáculo ele saiu. Eu estava no quarto esperando por ele. Ele não conseguiu olhar para mim. Colocou apenas uma roupa no corpo molhado e disse que precisava sair. E assim foi embora.
O espero voltar desde então. Minha casa servia de refúgio para o nosso amor. Não morávamos juntos, vivíamos, era diferente. Vivíamos um amor de diferenças e semelhanças. Já que tínhamos gostos diferentes as nossas conversas serviam para um convencer o outro de que o outro estava errado nas suas preferências.
Quando ele foi embora não conversamos. Ele não tentou me convencer de que eu estava errada ou que ele estava certo. Apenas pegou uma pequena bolsa com umas coisas inúteis e foi embora.
Isso já tem um mês. Tentei ligar para ele mas o telefone chama sempre. Ir até a casa dele não foi uma idéia muito feliz. Não o encontrei.
Apenas me resta constatar: as diferenças nos separaram. Ou seria o contrário, éramos muito parecidos e por isso nos cansamos? A constatação é de que o amor acabou, independente das aparências e das diferenças existentes num casal. Triste é saber que realmente o amor acaba e quando o procurei para saber o que tinha acontecido queria apenas dizer que o meu amor também acabou.
domingo, novembro 16, 2008
para refletir
sábado, novembro 15, 2008
nem tudo que acaba termina
enganando os outros a nos enganar também...
agora percebi que continuo sendo enganada. e quem me engana nesse momento são as circunstâncias da vida. nem tudo que acaba termina. percebi isso quando ele me ligou. a sua voz estava estranha e não entendi as suas primeiras palavras. habitualmente falávamos pelo celular o que facilitava bastante quando eu o atendia. apenas falava o seu nome sem dizer o habitual "alo".
dessa vez ele me ligou e não foi para o celular. eu atendi após algumas longas chamadas. quando eu disse alo, ele não entendeu. esperava que eu dissesse seu nome. mas como faria isso se eu nao sabia que era ele? tinha ligado numa hora diferente do que era habitual. e depois de tudo o que ocorrera entre nós dois, não esperava sua ligação tão cedo. mas ela veio e com ela o tremor da voz do homem um dia amado.
após o engasgo inicial a conversa iniciou. falamos o famoso:olá como vai?/eu estou bem e vc?/bem também/hum....e aí veio o silêncio. o que eu diria nessa hora? "o que vc quer?" vontade não me faltou, apenas coragem. também seria grossa demais e a circunstancia não merecia. era apenas um telefonema. não era o rosto dele na frente do meu, muito menos o olhar que poderia me matar de ódio ou de amor. era apenas uma voz, trêmula, rouca e sem graça, muito sem graça...
ele falou pouco, queria saber como estava e na minha resposta "estou bem" ele não acreditou. como não poderia acreditar? será que ele pensou que eu fosse chorar horas dizendo que o amava e que queria voltar para ele? nem em pensamento. primeiro porque eu estava bem mesmo, segundo porque voltar nesse momento não passava pela minha cabeça, afinal, eu acreditara que tudo terminara junto com o chopp que acabamos de tomar no nosso último encontro.
eu perguntei também, mesmo já sabendo a resposta, se ele estava bem. a resposta foi negativa. ele não estava e eu imaginei que grande parte da culpa dele nao estar bem fosse minha. perguntei no que eu poderia ajudar e ele respondeu dizendo que eu já sabia. mas eu não podia pensar na idéia de encontrá-lo. o nosso plano de nos matermos afastados por um tempo deveria ser cumprido. aí, depois disso, se existisse amor iríamos repensar a relação. avisei isso a ele mas não teve escolha. ele queria me ver. eu recusei e desligamos.
era na metade da tarde da metade de um final de semana. pensei meia hora no que eu poderia fazer para ficar mais feliz, porque eu já estava antes do telefonema. liguei para uma amiga e resolvemos sair. nada de barzinho onde cerveja rolaria e certamente discussões filosóficas sobre o amor apareceriam. resolvi ir para uma boate. aquelas bem doidas, onde o pensamento fica em casa porque não aguenta o barulho da música. seria ótimo levar o meu corpo para dançar. assim, chegaria em casa morta, conseguiria dormir e talvez pensaria no que fazer para resolver a situação dele, ou a minha. e lá fomos nós...eu e minha amiga burrinha de balada. nessas horas amigas inteligentes nem pensar. adivinharia que algo estava acontecendo e eu nao estava a fim de questionamentos sentimentais. dancei muito, esqueci o telefonema, suava igual uma louca e levantava os bracinhos para cantar junto com a música que o dj, chatinho, colocava...
na metade da noite, quando estava achando que tinha chegado ao paraíso musical ( não digo da qualidade da música, mas só pelo barulho) vejo um perfil conhecido. dançando loucamente mas rindo e falando no ouvido de uma outra pessoa. o corte de cabelo nao me era estranho e comecei a olhar melhor aquele perfil masculino. ele estava bonito, feliz e tinha aquele sorriso lindo, igual na época que eu o conheci. naquele momento achei que a música tinha parado pq não conseguia ouvir mais nada. a minha amiga chata já estava atracada com um qualquer e eu, após dispensar vários, só queria saber de um: ELE, o meu amor, meu ex e futuro amor estava no mesmo lugar que eu. pensei: "e a voz trêmula da tarde, será essa que ele sussurra no ouvido dessa mulher?"
não consegui ouvir a voz, mas algo me levou até ele e acabei pegando no seu braço e disse: "olá"
havia um mês que não o via. e naquele dia eu ouvira sua voz e seu rosto em momentos diferentes. a primeira foi na metade da tarde, o segundo foi na metade da madrugada. e eu ali parada vendo a minha cara metade procurando outra cara.
comecei a me lembrar do telefonema e da sua voz que parecia dizer que me amava e não conseguia entender aquele rosto da madrugada que parecia dizer que não me conhecia e que eu atrapalhara seu lance. ele sorriu para mim, disse olá e pegou no braço da mulher e saiu. a minha noite acabou e eu voltei para casa sem entender o que acontecera comigo e principalmente com ele. o nosso plano de nos matermos afastados deu certo. eu o amava e ele não mais. o amor acabara, azar o meu.
há três meses não o vejo mais. voltei mais duas vezes naquela boate para ver se eu o encontrava, e nada. nao liguei, não saberia o que dizer para ele. esperei todos os dias a sua ligação que até hoje não veio.
mais uma vez me enganei. meu amor não terminara. apenas era um tempo e eu não soube perceber que tudo na vida é perecível ao tempo, principalmente o amor. me enganei ....
sábado, novembro 08, 2008
A flor e o espinho
apenas para complementar o post seguinte. eu sou a flor, eles são os espinhos. a falsificação da poesia abaixo é o espinho, da música que segue. nesse caso, o sol que reluz todos os dias é tão falso quanto o ouro que busco todos os dias também. não quero ouro, quero apenas o dourado das relações. o sol me queima e não quero mais isso. no entanto, vou convivendo com ele, porque um solzinho de vez em quando não faz mal a ninguém. quem pensa que decifrou o enigma, nem se arrisque...é complexo demais. é tão complexo quanto as relações humanas, sem manual mas com vários palpiteiros se metendo a decifrar o enigma. esse é o exemplo maior dos momentos vazios desse blog. momentos vazios mas com conteúdos existenciais....nao quero mais a luz solar, falsa e nem tão dourada...
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
É minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na tua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
nem tudo que reluz é ouro
Pode ser dourado, prateado, ou cobreado
Você não é o que parece
Você não é ninguém
É apenas alguém que finge ser alguém
Sua fala é pobre
Seus pensamentos são pobres
Seu coração não é nobre
Mesmo assim, você fica aí, falando sem parar
Escrevendo sem parar,
Mentindo sem parar
O pior é que você mente para você
Mente para ele
Mente para o sol
Mente para a lua
Mas sol e lua não te amam
O que resta a nós é esperar
Você chegar até ao espelho
E perceber as mentiras e as verdades
Que não tardarão a bater para entrar
A confusão chegou
A festa também acabou
E o carnaval sempre tem fim
Os 362 dias do ano você não poderá mentir
Nos dias de carnaval todo mundo mente
Principalmente nas fantasias
Onde nem tudo que reluz
É ouro
ACABOU
O fim de um amor, de uma dor, de uma viagem, de uma prova, de um projeto, de um filme, uma música, de um livro, de uma paixão, de uma aventura, de uma doença, de uma saudade, de uma esperança, de uma verdade, de uma mentira, de uma morte, de uma vida....
Pensar no fim deve ser um exercício constante em nossas vidas. Estamos caminhando para ele. O fim chegará, o início já foi...
Exemplos de coisas boas para o fim: o término de uma viagem pode ser fascinante, nesse caso, a volta pra casa é uma das melhores sensações na vida. No entanto, não se compara a você chegar em casa e usar suas coisas, seu chuveiro e sua querida e amada privada. A privada alheia nunca é tão boa quanto a nossa.
O fim de um filme pode ser incrível mas trágico. Incrível porque se for a chance que você tinha para conquistar a companhia de alguém, o final do filme indica que você conseguiu se ela estava ao seu lado. Tomar um chopp e conversar sobre o filme é uma sensação ótima, porque logo depois vem o beijo e a promessa de novos filmes. O fim de um filme pode ser o fim de um amor. A desculpa do cinema é terrível e você não é capaz de imaginar o final da noite. O final do filme é o que menos importa naquele momento de tensão e fim de um romance. Mas o alívio desse final já esperado por você pode ser fascinante, principalmente se na volta para a casa você esbarrar com alguém interessante. Amar pode ser magnífico e deixar de amar melhor ainda porque indica o início de um outro amor, nem que seja com você mesmo.
As dores, as esperanças, as mentiras e outros sentimentos ou patologias que terminam não deixam de seguir o fluxo natural da vida. O que importa é nos adaptarmos bem a esses fins e a todos recomeço que vem com eles. A morte quando vem é para dar lugar a uma nova vida. E eu nem digo naquelas situações em que o morto doa seus órgãos. Mesmo sem transplantes a energia que a morte deixa vai embalar uma vida que nasce. E a todo momento nascemos e morremos sem perceber. O que importa, então, é aproveitar o começo e o fim, do dia, da noite, do amor, da música, da festa, do jogo e de outras sensações com início, meio e fim, impreterivelmente....
O amor sempre terá fim? Ou o amor que sentimos por outrem é que acaba e não o nosso amor que damos?
Pergunta para debater...