Quem sou eu

Minha foto
sem descrições a fazer...os leitores poderão fazer por mim

sábado, outubro 25, 2008

Um copo de “prástico” pode virar um cavaquinho????


Eis que iniciaremos mais um capítulo do “Diário de Inês”...
Sexta-feira, nove da manhã. Ao acordar Inês não imaginava o que vivenciaria naquele dia! No ápice de sua cara-de-pau Inês com seu projeto de doutorado “fast-food” que escreveu em uma semana, resolveu sacramentar a empreitada e inscrever-se no referido concurso. Enrolada, transtornada, esquecida, histérica e com dor de barriga, parte para a Universidade. No caminho o telefone toca: surge o convite. Filó, sua amiga de muitos, muitos carnavais (literalmente) a intima para um “choppinho”. Convenhamos, um “convite” para um chopp àquela altura, num dia como aquele, era uma intimação.
Após concretizar sua inscrição, pra variar, no último dia, último horário (não convém relatarmos os dramas vividos nestas horas entre a chegada na instituição e a efetuação da inscrição, pois nosso texto ficaria excessivamente dramático).. Inês liga para Filó, que igualmente viveu uma semana tensa. As duas encontraram-se e partiram para um singelo botequim no centro, programinha clássico pra quem está com pouca grana, mas tem muito drama pra contar...
Skol geladíssima, batata frita (a gordura quente mata as bactérias dos botecos insalubres), pessoas toscas em volta Ahhhhh, que sexta-feira linda!!!! O assunto da mesa? A eleição americana e a crise econômica mundial.. queeeeeeeee????? Crise econômica sexta feira??????? Claro que não! Inês e Filó têm temas mais relevantes e urgentes: homens.
O telefone de Inês toca. Ela atende escuta a frase SENSACIONAL de um “pretendente”, “você não quer sair para DIALOGAR”?? O que é isso, ela pensa? De que planeta ele veio? Dialogar? Numa sexta feira à noite?? Inês dispensa o diálogo. Filó fica chocada com a proposta descabida. Filó e Inês, depois de utilizarem o banheiro (sem comentários) do boteco, resolvem seguir para o samba...Uma combinação infalível: sexta-noite-samba-cerveja. Tudo parecia estar sob controle até Inês decidir tomar caipirinha. Inês viveu uma experiência mística. Seu copo de “prástico”, já vazio é claro, pois todo seu conteúdo alcoólico já estava no sangue de Inês, bem, seu copo transformou-se em um cavaquinho. E como Inês tocava bem! Filó, apesar de sóbria, aplaudia. Incentivava até! Ah, as amigas! O que seriam dos porres sem as amigas para testemunhar os micos?! Mas o copo não parava! Virou também cuíca, pandeiro, surdo, até que Filó disse: “Agora, Inês toque tamborim!” De repente, deu “um branco” total e Inês perguntou pra Filó: “Tamborim?! Não me lembro.. como é isso?” Filó não a deixou na mão, ensinou a transformar o copo em tamborim! E que samba lindo! Inês tocava, Filó dançava. Dizem que algumas pessoas ao redor riam, mas acho que elas nem perceberam.
Dançaram a noite toda e, apesar de estarem num samba, dançaram maracatu, funk, reggae, porque afinal de contas tudo vale a pena quando a dose não é pequena. Apesar da dor de cabeça do dia seguinte e de não lembrar exatamente como foi embora (mentira!), Inês guardou o que batizou como “símbolo’ daquela produtiva amizade: O copo. Está na estante de sua sala. Pois, o que à primeira vista parece apenas um copo, na verdade é a prova cabal de que estando em boa companhia qualquer programa vira o programa do século. Com direito a muito mico, claro!

sábado, outubro 11, 2008

sem compromisso ( sem mesmo,...em homenagem a inês)

Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso
É bom acabar com isso
Não sou nenhum pai-joão
Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Prá não haver bate-boca dentro do salão
Quando toca um samba
E eu lhe tiro pra dançar
Você me diz: não, eu agora tenho par
E sai dançando com ele, alegre e feliz
Quando pára o samba
Bate palma e pede bis

vícios

Eles juraram infidelidade. Comprometeram-se em abrir mão do compromisso. Há um ano e meio, entre idas e vindas, continuam. O que os faz continuar? O que parece um “modismo” dos dias atuais, não é, na prática, controlável. Existe, ela sabe, ela sente uma espécie de simbiose. Eles precisam um do outro. As palavras, e às vezes, a falta delas são contrapostas aos olhares, aos pequenos gestos. Ela se denuncia, ele se esconde. E tudo foi se construindo aos poucos. Entre algumas despedidas, entre vários reencontros. Ela acredita estarem numa contagem regressiva, a qualquer momento a vida os tornarão distantes, quem sabe, estranhos...lembrarão seus nomes? Mas, o tempo corre e, no entanto, eles continuam ali reafirmando a existência de um “não-compromisso”. Tudo às avessas, menos a vontade incontrolável de sempre estarem juntos. A espontaneidade e a leveza são a regra. Mas, Inês (quem mais?) começa a se perguntar se não está “viciada”, não nele, mas na emoção. A incerteza do reencontro, a dúvida na interpretação das palavras, a expectativa, o telefonema, o torpedo, o carinho, o destempero, um turbilhão de emoções das quais é quase impossível abrir mão. Seus relacionamentos “normais” estariam fadados ao fracasso? O que é normal? O que é relacionar-se?
Diante de tantas dúvidas Inês resolveu adotar a “tática Zeca Pagodinho”, ou seja, “deixa a vida me levar”, inteligentíssima filosofia de botequim que ao lado das “ABAS”do absorvente higiênico foi a melhor invenção de todos os tempos. Se bem que o canudinho que dobra não fica atrás... Inês resolveu também outras tantas coisas importantes, como, por exemplo, fumar enquanto escreve, vocês já viram aquele povo “intelectual” fumando, lendo, escrevendo... Fumando, lendo, escrevendo.. pois então, a primeira vista parece que estão produzindo horrores, não é mesmo?! Vamos ver se Inês consegue. Outra resolução igualmente importante, ligada a anterior: acabar o projeto de doutorado até domingo... e vai cigarro... Entre uma lauda e outra, acessa o Blog, sua nova mania... Essa Inês! Cheia de manias!

sexta-feira, outubro 10, 2008

Inês é morta (uma historinha sobre esse nome)



Inês de Castro (1320-1355), prima do Infante D. Pedro (1320-1367), depois Pedro I, rei de Portugal, era dama de companhia de Constança, esposa do príncipe. Um dia, quando este a viu, ficou tão atraído por sua beleza que acabou se amasiando com ela, mas o rei Afonso IV, pai de Pedro, insatisfeito com aquela situação, mandou que a recolhessem a um castelo na fronteira com a Espanha, onde a dama continuou a receber notícias do amante. Em 1345 Constança morreu, e então o príncipe, contra as ordens do pai, chamou Inês de volta e a instalou em sua casa, onde viveram maritalmente e tiveram quatro filhos.

Mas o rei Afonso conhecia a ambição dos parentes de Inês, e por isso começou a alarmar-se com o crescente poderio da família Castro. Esse fato, mais as intrigas que fervilhavam em todo o reino, fizeram o rei decidir matar Inês e seus filhos, entregando a Álvaro Gonçalves, Pêro Coelho e Diogo Lopes Pacheco, seus conselheiros, a responsabilidade pela execução. Ao tomar conhecimento do crime o príncipe reuniu seus homens e foi atrás dos assassinos, mas sua mãe o fez assinar com o pai um tratado de aliança que impediu momentaneamente a execução da vingança desejada.

Com a morte de Afonso IV a ferida foi reaberta, e Pedro, coroado rei em 1357, finalmente prendeu dois dos criminosos (pois Diogo, o terceiro, fora avisado a tempo e conseguira fugir), submetendo-os a suplícios de extrema crueldade. Por outro lado, a reabilitação de Inês de Castro revestiu-se de uma imponência nunca vista, já que seus restos mortais foram levados para o mosteiro de Alcobaça entre alas de servos empunhando grandes velas acesas, para ocupar um dos túmulo que, com o de Pedro I, constituem duas obras primas da escultura sepulcral portuguesa da Idade Média.

Mas as lendas sobre a morte e coroação post-mortem de Inês de Castro são de origem literária, como acontece em "Os Lusíadas", de Camões, e na tragédia "Castro", de Antonio Ferreira, uma vez que sua história serviu de tema para tragédias, poesias, romances e estudos escritos em português, espanhol, francês, inglês, italiano e holadês. A expressão “agora é tarde, Inês é morta”, hoje em aplicada nos casos em que a solução do problema só aparece quando o desenlace já aconteceu, tem muito a ver com a frase célebre de Camões ao se referir a Inês de Castro: “a que depois de morta foi rainha”.


Identificações

Como identificar o ser amado?

Bem, ele deve ter olhos bonitos. Primeiro local visualizado pelas mulheres (em sua maioria). Ela deve ter um sorriso legal (preferências masculinas).

No entanto, nem só de olhar e de sorrisos vivem homens e mulheres que acabaram de se conhecer. Eles precisam também de papos nas horas em que não estão se beijando. Falar com o ser amado ao telefone é problemático. O momento do silêncio não é preenchido com beijos.
Assim, temos que conversar. Nos identificar. Quem sabe ele gosta das minhas preferências para cinema, livros e tv. Ela talvez goste de futebol, afinal, esse é o sonho da grande parte dos homens que gostam de futebol. Talvez ele seja um homem que goste de filmes femininos. Adoraria convidá-lo para ver uma comédia romântica norte-americana cheia de clichês mas que são ótimas para pensar os relacionamentos. Tomara que ela seja do tipo que gosta de filmes de ação. Estou louco para ver batman mas não quero ir sozinho. Eu tenho um aniversário de uma amiga e tem muito tempo que não apresento um namorado, elas iriam morrer de inveja do meu novo namoradinho. Eu tenho um churrascão dos amigos, levar namorada seria o maior mico. O que eu faço?

Como identificar o ser amado?

Como conhecê-lo no momento utilizado exatamente para isso, se conhecerem?

Apesar de tão diferentes eles vão se amar. O que explica essa atração? A idéia de que os opostos se atraem às vezes não funciona na hora do futebol, do aniversário da amiga e dos churrascos do final de semana. Ceder e exigir são artes que só aprendemos praticando. Tomara deus que pratiquemos na hora certa. Caso contrário, fica para a próxima. Apesar das estatísticas dizerem que existem muitas mulheres para poucos homens, sempre haverá uma sábado a noite que poderemos nos dar bem. Se o domingo será vitorioso, aí são outras histórias. E apesar das estatísticas mostrarem que os homens têm mais possibilidades de escolha, eles também sofrem para encontrar mulheres que não sejam cachorras.
Então, homens e mulheres, amar vale a pena, ceder faz parte e exigir às vezes é necessário.

Sigamos nossa intuição. Ela sim é a nossa mestra maior. Tanto a dos homens quanto das mulheres.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Proposta, nada indecente

Leitores, anônimos, mas reais.

Gostaria de fazer uma proposta.

Que tal nos identificarmos? Óbvio que não quero identidade de ninguém, muito menos endereço ou telefone. Queria apenas que o anônimo se identificasse com algum nome ou característica, para que possamos traçar um perfil dos leitores. Sei lá...existe a d. Helena, o Rafael, o anônimo e a anônima. Criem perfis para que possamos saber se é mulher, homem, amado ou amante quem responde as nossas angústias dos momentos vazios...
Outra questão: de onde você lê? Do computador de casa, do trabalho, do laptop na sala...e pq ler esse tipo de texto?
Enfim...quero apenas conhecer....

Esclarecimentos

Caríssimos leitores e leitoras.
Preciso esclarecer alguns pontos. Inês é viva. Porém, não é uma pessoa. Como assim? A Inês do texto não está pronta. É uma mulher como outra qualquer, existe em várias pessoas e chego a admitir que em cada homem há uma Inês. Então, caros leitores, não poderíamos generalizar atitudes de alguns gerando a idéia de estereótipos. Mulheres podem ser muito racionais ou emocionais de uma hora para outra. O homem-poeta ou o tosco pode ser o sonho de consumo de alguém, dependendo do momento.
Nesse instante, gostaria do meu homem, que tem um quê de tosco e já teve um quê de poeta. No entanto, nunca fez declarações públicas de amor, (que ódio). Apesar de achar que declarações devem ser feitas apenas a dois.
A respeito das características essenciais que alguma leitora pediu para que fosse definida é a maior complicação do mundo porque cada momento, vazio ou não, vai definir essas características.
Os homens sensíveis, que sabem o que as mulheres querem, são ótimos. O nosso leitor, que não é o único mas talvez seja o mais falante, certamente deve entender das mulheres, seus sonhos e desejos. Mas não há como santo de casa fazer milagre. Tenho amigos ótimos que entendem meus dramas femininos e que conseguem masculinizar meus sentimentos. Mas a partir do momento que eles são ou os homens-toscos ou os poetas, tudo muda de figura. A sabedoria vai para o ralo, as mulheres voltam a ser as bruxas de sempre e ele volta a ser o homem mal compreendido.
Assim, posso concluir que além das mulheres exigirem demais, os homens também exigem tolerância demais da nossa parte.
A Inês está sendo construída a cada dia nesse blog. Ela não sabe o que quer, só sabe o que não quer.

domingo, outubro 05, 2008

homem-poeta ou homem-tosco?

Durante toda sua vida Inês sonhava em encontrar um homem-poeta. Aquele tipo que, reza a lenda, é sensível, escreve poesia, entende suas aflições, é inteligente e, sobretudo, não tem vergonha de demonstrar seus mais singelos sentimentos. Seus últimos relacionamentos não foram nada promissores. Alguns, de início, mostraram-se com um grande potencial para ao menos, chegar um pouquinho de perto, deste ideal sonhado por Inês. Não! Na verdade desde cedo estava explícito que eles pertenciam a outra “espécie” masculina.. a dos homens-toscos. Nesta, pode-se afirmar que Inês é PHD. Embora, tenha relutado em admitir.
Contudo, ela jamais desistiu de encontrar aquele ser que tanto idealizara em seus mais íntimos pensamentos, aquele que mais parecia um personagem de Manuel Carlos, do que um ser de carne e osso. A vida, como dizem muito sabiamente, é como Niterói, um dia todos se esbarram. Inês, quando menos esperava e quando mais precisava (porque havia tomado um TOCO), deparou-se com o Homem-Poeta. Encantou-se desde as primeiras palavras, que como sua própria alcunha indica, é seu forte! O interesse foi mútuo, claro! Imagina, se o Homem-poeta não reconheceria nela seu grande potencial e sua inteligência suprema!? Por uma razão ainda desconhecida, começaram a trocar correspondências. Os dois com o passar da primeira semana já estavam completamente enredados pelas doces frases trocadas, pelos elogios sutis e pelos menos sutis, pela misteriosa expectativa de, pessoalmente, continuarem e aprofundarem esse diálogo (bonito isso, né!? Mas, na perspectiva de Inês significava “pegação”, claro!).
Seu homem-poeta apresentava-se impecável. Bom gosto, gentilezas... eram tantas qualidades que Inês pensava: “Eu não mereço tanto!” Refletia que seu ateísmo deveria ser revisto, porque um homem assim, só poderia ser coisa de Santo Antonio!
Após quinze dias de intensas trocas de frases poeticamente escritas, Inês finalmente o encontraria, já pensava na lista de convidados para o casamento, afinal, não podia deixar que um homem tão completo escapasse! A cerveja geladíssima que, abundantemente, “regava” o encontro foi a testemunha ocular do que podemos chamar de desencontro. O Rapaz, perfeito. Mas, Inês, nem tanto. Além do tradicional e insistente “dedo podre”, Inês descobriu que a poesia é mais bonita quando é um sonho inatingível. Inês não queria ouvir frases poéticas, como “do branco da sua pele ao escuro dos olhos”, Inês queria sentir um puxão nos cabelos e ouvir ao pé do ouvido bem poeticamente: GOSTOSA! Mas isso, só um homem-tosco sabe fazer! Inês entrou em conflito! Então, o mundo das palavras não a encantava mais? O que houve, Inês? E agora, Inês? E a imagem dele vem logo à mente.. daquele traste que lhe deu um poético TOCO!Inês ainda está a procura do homem-perfeito, todas estamos. Mas, aprendeu que poesia tem hora. E que mais vale um tosquinho na mão do que uma cerveja esquentando...