eu sempre digo que não darei meu telefone certo para o mala da vez, mas sempre esqueço. sei lá, fico com pena e imaginando a cara dele de banana ligando e dando a mensagem: "esse número não existe ou não pode receber chamada". se fosse comigo eu morreria de ódio, por isso penso em não fazer...
pro inferno todos!!!!!!!!
nunca mais darei meu número certo...vou trocar só o último número, melhor não, bom é trocar todos....pra garantir a derrota da ligação e tb para eu não ficar pensando, "ele não ligou" já que terei a certeza que ele não vai ligar...
mas vamos lá para as saídas, a penúltima, mal sucedida...
foi um encontro dos horrores. como poderia acreditar que todos os homens chegariam com o mesmo discurso básico: "qual seu nome?, onde vc mora?" o primeiro que perguntou consegui ser educada e responder somente a primeira pergunta...mas a segunda eu me recuso. o que será que o homem pensa ao perguntar onde eu moro? será que ele quer me levar em casa? não, o miserável quer encher a boca pra dizer que mora "bem" sem pensar que morar em ipanema e gávea pode ser muito relativo.
quando o terceiro me fez a mesma pergunta eu já respondi, "pra que?" (ou foi o quarto ou quinto? não consigo lembrar, o álcool prejudica a memória)
as 5 da manhã alguém me pergunta qual o seu nome, o que será que ele vai fazer com essa informação? escrever um poema, cantar uma música com o nome, ou guardar e sair correndo? dúvidas que não tem fim. um dia descubro, o próximo que me perguntar isso farei uma questionamento acerca das "chegadas" idiotas...
pois bem, dei o meu número para uma criatura que eu tinha certeza que não queria ver mais. mas vc pode me perguntar, pra que deu o número então? falha momentânea de memória, pensei, "ele não vai ligar...."
ora, não é que eu estava certa, ele não ligou...logo, passou o primeiro mês e nada do menino. o nome dele eu não fazia idéia...
ufa, escapei, nunca mais dou meu número...
chego em casa domingo depois de uma super praia...e o telefone toca com um número desconhecido aparecendo no visor...eu atendo, uma voz conhecida, pensei, é um amigo meu que mudou de telefone, aí o louco pergunta:"quem está falando?", pensei, "é engano", ele insiste: "não é fulana?", eu digo não, aí ele conta a história, "eu te conheci no lugar tal, no dia tal e vc me deu o número".
como assim? como alguém liga para outra pessoa dois meses depois e quer que a outra lembre?
eu não mereço...mas o pior estava por vir...várias chamadas durante a semana do mesmo ser humano...o que fazer?não atender, óbvio...
esse é o jogo que nos submetemos a cada saída. nunca estamos livres dos loucos e dos lindos, porém, é muito difícil saber o nível de loucura e de beleza após a ingestão de álcool...no final das contas, serviu para rir um pouco...e isso é o que importa realmente..

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