apenas algumas reflexões dos momentos vazios que tive nas horas vazias da vida dos dias não tão cheios lamento os erros de grafia de algumas palavras. não escrevo previamente, por isso esses equívocos e a falta de correção . não quero revisar os textos pq cada erro e cada texto teve o seu momnto vazio que não quero hoje preencher. boa leitura
Quem sou eu
- AMANTE DA VIDA NUM MUNDO EGOÍSTA QUE AMA DEMAIS POR MUITO MENOS....
- sem descrições a fazer...os leitores poderão fazer por mim
quinta-feira, dezembro 18, 2008
lembranças
de você, de mim, dele
de pequenos gestos meus, seus e dos outros
até dizer adeus é saudoso
o movimento simples de um pequeno gesto
mandar beijo
aplaudir
abraçar
beber
e se desesperar
a saudade nao tem hora
mas um dia acaba
voltarei a ver como antes
voltarei a sentir como antes
e assim poderei lhe abraçar
segurar seu rosto forte e
te puxar para dançar
e rodopiar pela pista feliz e alegre
com um chopp na mão e feliz
dar adeus no momento da sua partida
logo logo chegará esse dia...
sexta-feira, novembro 28, 2008
Uma pausa, apenas uma pausa
Cansei da mesmice. Minhas dores não permitem mais correr atrás dele, dela, deles. Então, caros leitores, irei pausar. Minhas mãos já não respondem aos meus comandos. Querem escrever coisas que não penso, que não vivi e que não terei.
Então, a mão direita falou para a esquerda: “Vamos parar um pouco?” e a esquerda respondeu: “também acho melhor”
E assim as duas se calaram. A dona delas vai continuar no ar, continuar a cantar e a rezar pelas novidades do amor. Mas agora de forma diferente. Até chegar o próximo, dizer a mesma coisa e não mais do mesmo, ocorrer o mais comum dos encontros.
Ao desencarnar no brejo da cruz, estarei eu pensando no que poderia escrever e que não vai chegar a sair do meu pensamento e ocupar umas páginas de Word.
A próxima carta será para quem está longe, para quem eu quis encontrar e que hoje, pelo menos nesse ano, não encontrarei nas praças da vida...e saudades do último encontro...
Bye bye, em espanhol...
sexta-feira, novembro 21, 2008
o estranho das relações
Eu gosto do sol, ele da noite
Eu queria dormir, ele queria ficar acordado
Eu queria pizza, ele apenas um cachorro quente
Eu queria casar, ele queria ficar
Eu sou Vasco, ele flamengo
Ele as vezes torce pelo meu time, eu mais ou menos pro dele..
Mesmo com tantas diferenças a relação seguiu bem. Eu o entendia nas suas preferências e ele nas minhas. Apesar do bom entendimento, eu sentia que algo faltava. Algo não estava no seu lugar, se é que eu sabia que lugar era esse desse “algo”.
Um belo dia ele chegou em casa com um ar estranho. Chegou e foi direto tomar banho. Não me deu o beijo de costume e eu estranhei. Fui até o banheiro e estava trancado. Ele nunca trancava o banheiro, em nenhum momento. Seu banho foi demorado, tinha momentos que eu ouvia o chuveiro numa queda igual, ou seja, não tocava o corpo dele em movimento. Após um longo período desse barulho de queda d’água sem obstáculo ele saiu. Eu estava no quarto esperando por ele. Ele não conseguiu olhar para mim. Colocou apenas uma roupa no corpo molhado e disse que precisava sair. E assim foi embora.
O espero voltar desde então. Minha casa servia de refúgio para o nosso amor. Não morávamos juntos, vivíamos, era diferente. Vivíamos um amor de diferenças e semelhanças. Já que tínhamos gostos diferentes as nossas conversas serviam para um convencer o outro de que o outro estava errado nas suas preferências.
Quando ele foi embora não conversamos. Ele não tentou me convencer de que eu estava errada ou que ele estava certo. Apenas pegou uma pequena bolsa com umas coisas inúteis e foi embora.
Isso já tem um mês. Tentei ligar para ele mas o telefone chama sempre. Ir até a casa dele não foi uma idéia muito feliz. Não o encontrei.
Apenas me resta constatar: as diferenças nos separaram. Ou seria o contrário, éramos muito parecidos e por isso nos cansamos? A constatação é de que o amor acabou, independente das aparências e das diferenças existentes num casal. Triste é saber que realmente o amor acaba e quando o procurei para saber o que tinha acontecido queria apenas dizer que o meu amor também acabou.
domingo, novembro 16, 2008
para refletir
sábado, novembro 15, 2008
nem tudo que acaba termina
enganando os outros a nos enganar também...
agora percebi que continuo sendo enganada. e quem me engana nesse momento são as circunstâncias da vida. nem tudo que acaba termina. percebi isso quando ele me ligou. a sua voz estava estranha e não entendi as suas primeiras palavras. habitualmente falávamos pelo celular o que facilitava bastante quando eu o atendia. apenas falava o seu nome sem dizer o habitual "alo".
dessa vez ele me ligou e não foi para o celular. eu atendi após algumas longas chamadas. quando eu disse alo, ele não entendeu. esperava que eu dissesse seu nome. mas como faria isso se eu nao sabia que era ele? tinha ligado numa hora diferente do que era habitual. e depois de tudo o que ocorrera entre nós dois, não esperava sua ligação tão cedo. mas ela veio e com ela o tremor da voz do homem um dia amado.
após o engasgo inicial a conversa iniciou. falamos o famoso:olá como vai?/eu estou bem e vc?/bem também/hum....e aí veio o silêncio. o que eu diria nessa hora? "o que vc quer?" vontade não me faltou, apenas coragem. também seria grossa demais e a circunstancia não merecia. era apenas um telefonema. não era o rosto dele na frente do meu, muito menos o olhar que poderia me matar de ódio ou de amor. era apenas uma voz, trêmula, rouca e sem graça, muito sem graça...
ele falou pouco, queria saber como estava e na minha resposta "estou bem" ele não acreditou. como não poderia acreditar? será que ele pensou que eu fosse chorar horas dizendo que o amava e que queria voltar para ele? nem em pensamento. primeiro porque eu estava bem mesmo, segundo porque voltar nesse momento não passava pela minha cabeça, afinal, eu acreditara que tudo terminara junto com o chopp que acabamos de tomar no nosso último encontro.
eu perguntei também, mesmo já sabendo a resposta, se ele estava bem. a resposta foi negativa. ele não estava e eu imaginei que grande parte da culpa dele nao estar bem fosse minha. perguntei no que eu poderia ajudar e ele respondeu dizendo que eu já sabia. mas eu não podia pensar na idéia de encontrá-lo. o nosso plano de nos matermos afastados por um tempo deveria ser cumprido. aí, depois disso, se existisse amor iríamos repensar a relação. avisei isso a ele mas não teve escolha. ele queria me ver. eu recusei e desligamos.
era na metade da tarde da metade de um final de semana. pensei meia hora no que eu poderia fazer para ficar mais feliz, porque eu já estava antes do telefonema. liguei para uma amiga e resolvemos sair. nada de barzinho onde cerveja rolaria e certamente discussões filosóficas sobre o amor apareceriam. resolvi ir para uma boate. aquelas bem doidas, onde o pensamento fica em casa porque não aguenta o barulho da música. seria ótimo levar o meu corpo para dançar. assim, chegaria em casa morta, conseguiria dormir e talvez pensaria no que fazer para resolver a situação dele, ou a minha. e lá fomos nós...eu e minha amiga burrinha de balada. nessas horas amigas inteligentes nem pensar. adivinharia que algo estava acontecendo e eu nao estava a fim de questionamentos sentimentais. dancei muito, esqueci o telefonema, suava igual uma louca e levantava os bracinhos para cantar junto com a música que o dj, chatinho, colocava...
na metade da noite, quando estava achando que tinha chegado ao paraíso musical ( não digo da qualidade da música, mas só pelo barulho) vejo um perfil conhecido. dançando loucamente mas rindo e falando no ouvido de uma outra pessoa. o corte de cabelo nao me era estranho e comecei a olhar melhor aquele perfil masculino. ele estava bonito, feliz e tinha aquele sorriso lindo, igual na época que eu o conheci. naquele momento achei que a música tinha parado pq não conseguia ouvir mais nada. a minha amiga chata já estava atracada com um qualquer e eu, após dispensar vários, só queria saber de um: ELE, o meu amor, meu ex e futuro amor estava no mesmo lugar que eu. pensei: "e a voz trêmula da tarde, será essa que ele sussurra no ouvido dessa mulher?"
não consegui ouvir a voz, mas algo me levou até ele e acabei pegando no seu braço e disse: "olá"
havia um mês que não o via. e naquele dia eu ouvira sua voz e seu rosto em momentos diferentes. a primeira foi na metade da tarde, o segundo foi na metade da madrugada. e eu ali parada vendo a minha cara metade procurando outra cara.
comecei a me lembrar do telefonema e da sua voz que parecia dizer que me amava e não conseguia entender aquele rosto da madrugada que parecia dizer que não me conhecia e que eu atrapalhara seu lance. ele sorriu para mim, disse olá e pegou no braço da mulher e saiu. a minha noite acabou e eu voltei para casa sem entender o que acontecera comigo e principalmente com ele. o nosso plano de nos matermos afastados deu certo. eu o amava e ele não mais. o amor acabara, azar o meu.
há três meses não o vejo mais. voltei mais duas vezes naquela boate para ver se eu o encontrava, e nada. nao liguei, não saberia o que dizer para ele. esperei todos os dias a sua ligação que até hoje não veio.
mais uma vez me enganei. meu amor não terminara. apenas era um tempo e eu não soube perceber que tudo na vida é perecível ao tempo, principalmente o amor. me enganei ....
sábado, novembro 08, 2008
A flor e o espinho
apenas para complementar o post seguinte. eu sou a flor, eles são os espinhos. a falsificação da poesia abaixo é o espinho, da música que segue. nesse caso, o sol que reluz todos os dias é tão falso quanto o ouro que busco todos os dias também. não quero ouro, quero apenas o dourado das relações. o sol me queima e não quero mais isso. no entanto, vou convivendo com ele, porque um solzinho de vez em quando não faz mal a ninguém. quem pensa que decifrou o enigma, nem se arrisque...é complexo demais. é tão complexo quanto as relações humanas, sem manual mas com vários palpiteiros se metendo a decifrar o enigma. esse é o exemplo maior dos momentos vazios desse blog. momentos vazios mas com conteúdos existenciais....nao quero mais a luz solar, falsa e nem tão dourada...
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
É minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na tua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
nem tudo que reluz é ouro
Pode ser dourado, prateado, ou cobreado
Você não é o que parece
Você não é ninguém
É apenas alguém que finge ser alguém
Sua fala é pobre
Seus pensamentos são pobres
Seu coração não é nobre
Mesmo assim, você fica aí, falando sem parar
Escrevendo sem parar,
Mentindo sem parar
O pior é que você mente para você
Mente para ele
Mente para o sol
Mente para a lua
Mas sol e lua não te amam
O que resta a nós é esperar
Você chegar até ao espelho
E perceber as mentiras e as verdades
Que não tardarão a bater para entrar
A confusão chegou
A festa também acabou
E o carnaval sempre tem fim
Os 362 dias do ano você não poderá mentir
Nos dias de carnaval todo mundo mente
Principalmente nas fantasias
Onde nem tudo que reluz
É ouro
ACABOU
O fim de um amor, de uma dor, de uma viagem, de uma prova, de um projeto, de um filme, uma música, de um livro, de uma paixão, de uma aventura, de uma doença, de uma saudade, de uma esperança, de uma verdade, de uma mentira, de uma morte, de uma vida....
Pensar no fim deve ser um exercício constante em nossas vidas. Estamos caminhando para ele. O fim chegará, o início já foi...
Exemplos de coisas boas para o fim: o término de uma viagem pode ser fascinante, nesse caso, a volta pra casa é uma das melhores sensações na vida. No entanto, não se compara a você chegar em casa e usar suas coisas, seu chuveiro e sua querida e amada privada. A privada alheia nunca é tão boa quanto a nossa.
O fim de um filme pode ser incrível mas trágico. Incrível porque se for a chance que você tinha para conquistar a companhia de alguém, o final do filme indica que você conseguiu se ela estava ao seu lado. Tomar um chopp e conversar sobre o filme é uma sensação ótima, porque logo depois vem o beijo e a promessa de novos filmes. O fim de um filme pode ser o fim de um amor. A desculpa do cinema é terrível e você não é capaz de imaginar o final da noite. O final do filme é o que menos importa naquele momento de tensão e fim de um romance. Mas o alívio desse final já esperado por você pode ser fascinante, principalmente se na volta para a casa você esbarrar com alguém interessante. Amar pode ser magnífico e deixar de amar melhor ainda porque indica o início de um outro amor, nem que seja com você mesmo.
As dores, as esperanças, as mentiras e outros sentimentos ou patologias que terminam não deixam de seguir o fluxo natural da vida. O que importa é nos adaptarmos bem a esses fins e a todos recomeço que vem com eles. A morte quando vem é para dar lugar a uma nova vida. E eu nem digo naquelas situações em que o morto doa seus órgãos. Mesmo sem transplantes a energia que a morte deixa vai embalar uma vida que nasce. E a todo momento nascemos e morremos sem perceber. O que importa, então, é aproveitar o começo e o fim, do dia, da noite, do amor, da música, da festa, do jogo e de outras sensações com início, meio e fim, impreterivelmente....
O amor sempre terá fim? Ou o amor que sentimos por outrem é que acaba e não o nosso amor que damos?
Pergunta para debater...
sábado, outubro 25, 2008
Um copo de “prástico” pode virar um cavaquinho????

Sexta-feira, nove da manhã. Ao acordar Inês não imaginava o que vivenciaria naquele dia! No ápice de sua cara-de-pau Inês com seu projeto de doutorado “fast-food” que escreveu em uma semana, resolveu sacramentar a empreitada e inscrever-se no referido concurso. Enrolada, transtornada, esquecida, histérica e com dor de barriga, parte para a Universidade. No caminho o telefone toca: surge o convite. Filó, sua amiga de muitos, muitos carnavais (literalmente) a intima para um “choppinho”. Convenhamos, um “convite” para um chopp àquela altura, num dia como aquele, era uma intimação.
Após concretizar sua inscrição, pra variar, no último dia, último horário (não convém relatarmos os dramas vividos nestas horas entre a chegada na instituição e a efetuação da inscrição, pois nosso texto ficaria excessivamente dramático).. Inês liga para Filó, que igualmente viveu uma semana tensa. As duas encontraram-se e partiram para um singelo botequim no centro, programinha clássico pra quem está com pouca grana, mas tem muito drama pra contar...
Skol geladíssima, batata frita (a gordura quente mata as bactérias dos botecos insalubres), pessoas toscas em volta Ahhhhh, que sexta-feira linda!!!! O assunto da mesa? A eleição americana e a crise econômica mundial.. queeeeeeeee????? Crise econômica sexta feira??????? Claro que não! Inês e Filó têm temas mais relevantes e urgentes: homens.
O telefone de Inês toca. Ela atende escuta a frase SENSACIONAL de um “pretendente”, “você não quer sair para DIALOGAR”?? O que é isso, ela pensa? De que planeta ele veio? Dialogar? Numa sexta feira à noite?? Inês dispensa o diálogo. Filó fica chocada com a proposta descabida. Filó e Inês, depois de utilizarem o banheiro (sem comentários) do boteco, resolvem seguir para o samba...Uma combinação infalível: sexta-noite-samba-cerveja. Tudo parecia estar sob controle até Inês decidir tomar caipirinha. Inês viveu uma experiência mística. Seu copo de “prástico”, já vazio é claro, pois todo seu conteúdo alcoólico já estava no sangue de Inês, bem, seu copo transformou-se em um cavaquinho. E como Inês tocava bem! Filó, apesar de sóbria, aplaudia. Incentivava até! Ah, as amigas! O que seriam dos porres sem as amigas para testemunhar os micos?! Mas o copo não parava! Virou também cuíca, pandeiro, surdo, até que Filó disse: “Agora, Inês toque tamborim!” De repente, deu “um branco” total e Inês perguntou pra Filó: “Tamborim?! Não me lembro.. como é isso?” Filó não a deixou na mão, ensinou a transformar o copo em tamborim! E que samba lindo! Inês tocava, Filó dançava. Dizem que algumas pessoas ao redor riam, mas acho que elas nem perceberam.
Dançaram a noite toda e, apesar de estarem num samba, dançaram maracatu, funk, reggae, porque afinal de contas tudo vale a pena quando a dose não é pequena. Apesar da dor de cabeça do dia seguinte e de não lembrar exatamente como foi embora (mentira!), Inês guardou o que batizou como “símbolo’ daquela produtiva amizade: O copo. Está na estante de sua sala. Pois, o que à primeira vista parece apenas um copo, na verdade é a prova cabal de que estando em boa companhia qualquer programa vira o programa do século. Com direito a muito mico, claro!
sábado, outubro 11, 2008
sem compromisso ( sem mesmo,...em homenagem a inês)
E diz que é sem compromisso
É bom acabar com isso
Não sou nenhum pai-joão
Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Prá não haver bate-boca dentro do salão
Quando toca um samba
E eu lhe tiro pra dançar
Você me diz: não, eu agora tenho par
E sai dançando com ele, alegre e feliz
Quando pára o samba
Bate palma e pede bis
vícios
Diante de tantas dúvidas Inês resolveu adotar a “tática Zeca Pagodinho”, ou seja, “deixa a vida me levar”, inteligentíssima filosofia de botequim que ao lado das “ABAS”do absorvente higiênico foi a melhor invenção de todos os tempos. Se bem que o canudinho que dobra não fica atrás... Inês resolveu também outras tantas coisas importantes, como, por exemplo, fumar enquanto escreve, vocês já viram aquele povo “intelectual” fumando, lendo, escrevendo... Fumando, lendo, escrevendo.. pois então, a primeira vista parece que estão produzindo horrores, não é mesmo?! Vamos ver se Inês consegue. Outra resolução igualmente importante, ligada a anterior: acabar o projeto de doutorado até domingo... e vai cigarro... Entre uma lauda e outra, acessa o Blog, sua nova mania... Essa Inês! Cheia de manias!
sexta-feira, outubro 10, 2008
Inês é morta (uma historinha sobre esse nome)

Identificações
Bem, ele deve ter olhos bonitos. Primeiro local visualizado pelas mulheres (em sua maioria). Ela deve ter um sorriso legal (preferências masculinas).
No entanto, nem só de olhar e de sorrisos vivem homens e mulheres que acabaram de se conhecer. Eles precisam também de papos nas horas em que não estão se beijando. Falar com o ser amado ao telefone é problemático. O momento do silêncio não é preenchido com beijos.
Assim, temos que conversar. Nos identificar. Quem sabe ele gosta das minhas preferências para cinema, livros e tv. Ela talvez goste de futebol, afinal, esse é o sonho da grande parte dos homens que gostam de futebol. Talvez ele seja um homem que goste de filmes femininos. Adoraria convidá-lo para ver uma comédia romântica norte-americana cheia de clichês mas que são ótimas para pensar os relacionamentos. Tomara que ela seja do tipo que gosta de filmes de ação. Estou louco para ver batman mas não quero ir sozinho. Eu tenho um aniversário de uma amiga e tem muito tempo que não apresento um namorado, elas iriam morrer de inveja do meu novo namoradinho. Eu tenho um churrascão dos amigos, levar namorada seria o maior mico. O que eu faço?
Como identificar o ser amado?
Como conhecê-lo no momento utilizado exatamente para isso, se conhecerem?
Apesar de tão diferentes eles vão se amar. O que explica essa atração? A idéia de que os opostos se atraem às vezes não funciona na hora do futebol, do aniversário da amiga e dos churrascos do final de semana. Ceder e exigir são artes que só aprendemos praticando. Tomara deus que pratiquemos na hora certa. Caso contrário, fica para a próxima. Apesar das estatísticas dizerem que existem muitas mulheres para poucos homens, sempre haverá uma sábado a noite que poderemos nos dar bem. Se o domingo será vitorioso, aí são outras histórias. E apesar das estatísticas mostrarem que os homens têm mais possibilidades de escolha, eles também sofrem para encontrar mulheres que não sejam cachorras.
Então, homens e mulheres, amar vale a pena, ceder faz parte e exigir às vezes é necessário.
Sigamos nossa intuição. Ela sim é a nossa mestra maior. Tanto a dos homens quanto das mulheres.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Proposta, nada indecente
Gostaria de fazer uma proposta.
Que tal nos identificarmos? Óbvio que não quero identidade de ninguém, muito menos endereço ou telefone. Queria apenas que o anônimo se identificasse com algum nome ou característica, para que possamos traçar um perfil dos leitores. Sei lá...existe a d. Helena, o Rafael, o anônimo e a anônima. Criem perfis para que possamos saber se é mulher, homem, amado ou amante quem responde as nossas angústias dos momentos vazios...
Outra questão: de onde você lê? Do computador de casa, do trabalho, do laptop na sala...e pq ler esse tipo de texto?
Enfim...quero apenas conhecer....
Esclarecimentos
Preciso esclarecer alguns pontos. Inês é viva. Porém, não é uma pessoa. Como assim? A Inês do texto não está pronta. É uma mulher como outra qualquer, existe em várias pessoas e chego a admitir que em cada homem há uma Inês. Então, caros leitores, não poderíamos generalizar atitudes de alguns gerando a idéia de estereótipos. Mulheres podem ser muito racionais ou emocionais de uma hora para outra. O homem-poeta ou o tosco pode ser o sonho de consumo de alguém, dependendo do momento.
Nesse instante, gostaria do meu homem, que tem um quê de tosco e já teve um quê de poeta. No entanto, nunca fez declarações públicas de amor, (que ódio). Apesar de achar que declarações devem ser feitas apenas a dois.
A respeito das características essenciais que alguma leitora pediu para que fosse definida é a maior complicação do mundo porque cada momento, vazio ou não, vai definir essas características.
Os homens sensíveis, que sabem o que as mulheres querem, são ótimos. O nosso leitor, que não é o único mas talvez seja o mais falante, certamente deve entender das mulheres, seus sonhos e desejos. Mas não há como santo de casa fazer milagre. Tenho amigos ótimos que entendem meus dramas femininos e que conseguem masculinizar meus sentimentos. Mas a partir do momento que eles são ou os homens-toscos ou os poetas, tudo muda de figura. A sabedoria vai para o ralo, as mulheres voltam a ser as bruxas de sempre e ele volta a ser o homem mal compreendido.
Assim, posso concluir que além das mulheres exigirem demais, os homens também exigem tolerância demais da nossa parte.
A Inês está sendo construída a cada dia nesse blog. Ela não sabe o que quer, só sabe o que não quer.
domingo, outubro 05, 2008
homem-poeta ou homem-tosco?
Contudo, ela jamais desistiu de encontrar aquele ser que tanto idealizara em seus mais íntimos pensamentos, aquele que mais parecia um personagem de Manuel Carlos, do que um ser de carne e osso. A vida, como dizem muito sabiamente, é como Niterói, um dia todos se esbarram. Inês, quando menos esperava e quando mais precisava (porque havia tomado um TOCO), deparou-se com o Homem-Poeta. Encantou-se desde as primeiras palavras, que como sua própria alcunha indica, é seu forte! O interesse foi mútuo, claro! Imagina, se o Homem-poeta não reconheceria nela seu grande potencial e sua inteligência suprema!? Por uma razão ainda desconhecida, começaram a trocar correspondências. Os dois com o passar da primeira semana já estavam completamente enredados pelas doces frases trocadas, pelos elogios sutis e pelos menos sutis, pela misteriosa expectativa de, pessoalmente, continuarem e aprofundarem esse diálogo (bonito isso, né!? Mas, na perspectiva de Inês significava “pegação”, claro!).
Seu homem-poeta apresentava-se impecável. Bom gosto, gentilezas... eram tantas qualidades que Inês pensava: “Eu não mereço tanto!” Refletia que seu ateísmo deveria ser revisto, porque um homem assim, só poderia ser coisa de Santo Antonio!
Após quinze dias de intensas trocas de frases poeticamente escritas, Inês finalmente o encontraria, já pensava na lista de convidados para o casamento, afinal, não podia deixar que um homem tão completo escapasse! A cerveja geladíssima que, abundantemente, “regava” o encontro foi a testemunha ocular do que podemos chamar de desencontro. O Rapaz, perfeito. Mas, Inês, nem tanto. Além do tradicional e insistente “dedo podre”, Inês descobriu que a poesia é mais bonita quando é um sonho inatingível. Inês não queria ouvir frases poéticas, como “do branco da sua pele ao escuro dos olhos”, Inês queria sentir um puxão nos cabelos e ouvir ao pé do ouvido bem poeticamente: GOSTOSA! Mas isso, só um homem-tosco sabe fazer! Inês entrou em conflito! Então, o mundo das palavras não a encantava mais? O que houve, Inês? E agora, Inês? E a imagem dele vem logo à mente.. daquele traste que lhe deu um poético TOCO!Inês ainda está a procura do homem-perfeito, todas estamos. Mas, aprendeu que poesia tem hora. E que mais vale um tosquinho na mão do que uma cerveja esquentando...
terça-feira, setembro 30, 2008
o automóvel
A primeira a gente nunca esquece. Opa, não digo que tenha sido a primeira dentro de um automóvel. Calma...estou dizendo da primeira embaçada de vidro. Uauau...nem é preciso fazer muita coisa para já ficar embaçado e repetirmos a cena clássica do titanic...
O carro estava estacionado numa praia linda, deserta numa noite estrelada...não foi nada muito além dos amassos característico daquele momento...ou melhor, suficientes para embaçar o pequeno espaço interno proporcionado pelo corsa Wind.
Eu não sou elástica, por isso que as vezes fico no banco de trás para ficar mais agarradinha com o meu bem. Estávamos eu e meu querido amado na Urca...pensando na vida, dentro do carro obviamente, sem fazer nada...só conversando (na minha concepção conversar com o ser amado está dentro das infinitas formas de amar) e começamos a observar as infinitas dos outros. E aí nos deparamos com duas cenas estranhas, deveras esquisitas. De um lado havia um palio completamente parado e escuro. Até aí tudo bem. Eis que eu vi um movimento estranho. Meu amado pensou que era besteira minha. Logo em seguida vimos o palio balançando. Bem...o leitor nessa hora deve estar se perguntando. “Qual era o problema do carro balançar?” nenhum. Desde que haja alguém dentro. Nesse caso, analisamos bem o fato e constatamos: o casal estava transando no chão do carro. O balanço vinha dali. Minha imaginação nesse momento foi a loucura. Qual seria a posição deles? E aquela elevação do meio que tem no carro...como fizeram? Ou eu sou idiota e muita gente consegue transar no chão do carro?
Enquanto estávamos empolgados imaginando, no carro do outro lado estava tendo uma briga feia. Um casal estava terminando, eu acho, e a discussão rolava solta. Tristeza total. Como um lugar tão lindo como a Urca, numa noite estrelada, casais em seus carros podem viver situações tão distintas. Enquanto um se espremia para amar...outro discutia para não amar.
Naquele dia eu não consegui embaçar o vidro do jeito que eu queria. Mas foi bom. Sem dores nas costas e no coração.
Confesso que o automóvel é importante pelas estripulias que podemos fazer dentro dele. Principalmente se pensarmos que o importante é amar. E quando esse pensamento vale, pode ser na rua, na chuva, na fazenda, ou num corsinha, chevetinhos e afins...
alguém discorda?
sábado, setembro 27, 2008
A primeira? não esquece...
- É a idade, brincam os outros.
E rola o papo sobre lembranças e esquecimentos. Quando José solta a pérola:
- Rapaziada, eu preciso confessar pra vocês: eu não lembro da minha primeira vez.
- Hein?!
- Como?
- Coff, coff, coff
- Sério, comigo aquela máxima de a primeira vez a gente nunca esquece não funciona...
- Ah, tá de sacanagem!!!
- É verdade, simplesmente não lembro, quando dei por mim, já tinha sido...
- Bom, pelo menos você lembra se foi com homem ou com uma mulher? (impossível uma mesa masculina que não tenha um infeliz para fazer este tipo de comentário)
- Claro que foi com mulher!
Um silêncio rondou a mesa. Era certo, como dois e dois. Era um paradigma imutável, verdadeiro dogma! A primeira vez a gente nunca esquece. E de repente, o José, logo o José, não se lembrava...
Por um momento, que só o nosso amigo esquecido percebeu, as expressões foram se transformando e cada um revisitou a sua primeira vez. Para uns, já uma imagem longínqua, quase um sonho. Para outros, um quadro detalhado e de cores fortes.
Vários recordaram quão prazeroso havia sido: o primeiro amor, a primeira vez dos dois. Muitos nem se davam conta de quanto tempo fazia não pensavam nisso. E riram ao lembrar do constrangimento e da falta de jeito na hora H. Uma certa melancolia rodeou alguns, que lembravam daquele momento incômodo em que finalmente puderam satisfazer a pressão dos amigos ou da família, com uma parceira cujo nome lhes fugia. Ou com, digamos, ajuda profissional. Dois ou três tiveram o desprazer de trazer à memória aquele episódio traumático que preferiam apagar. Estes invejaram o esquecido José.
José a tudo observava sem, no entanto, poder participar desta seção nostalgia. Afinal, ele não tinha o quê lembrar... Um amigo mais sensível percebeu e tentou ajudar o pobre José:
- Mas da segunda você lembra, não lembra?
- Bem, assim... lembro... mais ou menos... Mas acho que sim.
A ajuda não foi de grande valia...
José se sentiu sozinho. A solidão de quem esquece a sua primeira vez. Provavelmente ele era o único a não lembrar deste momento tão marcante na vida das pessoas.
Este relato visa buscar outras pessoas, que como José não conseguem lembrar da sua primeira vez. O objetivo é tirar José da sua solidão. Assim, se você compartilha deste sofrimento, ou se conhece alguém que esteja no mesmo barco que ele, poste aqui. José agradecerá.
e agora josé?
coloco a linda poesia de Carlos Drummond de Andrade
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?
abaixo o dedo podre
Mais do mesmo
Umas podem dizer: “Ora...não sejamos pessimistas. Existem sim alguns homens maneiros.” E eu respondo: “Ohh, claro que existem...”mas sempre serão ou pobres, ou brochas, ou sem graça, ou uma dessas coisas, ou as três juntas.
As amigas de Inês discordaram da máxima acima. Diziam que ela era muito exigente e que não se contentava com pouco. Realmente, se contentar com pouco era o cúmulo de todo absurdo. Como poderia ser? Uma mulher linda, inteligente, mais ou menos bem sucedida e por causa disso teria que se contentar com qualquer um? Impossível.
Após essa discussão boba e inútil com amigas também inúteis, eis que Inês dá o exemplo máximo:
- Queridas, posso dar um exemplo claro sobre se contentar com pouco. Eu estava saindo com um carinha lindo, maravilhoso, todo gostoso...mas ele não tinha muita grana. Então, na hora de pagar a conta, na primeira vez fui ao banheiro. Na segunda vez nem mexi na bolsa, mas na terceira vez achei melhor fazer um charme e me oferecer para pagar alguma coisa. Fiz isso para dar oportunidade a ele de me fazer um elogio e obviamente não deixar eu pagar nada. A conta não tinha dado nem 60 reais. Era só bebida e petisco. Coisa pouca. Então, fiz a pergunta clássica: “Quanto eu posso dar?” eu queria ouvir a seguinte resposta: “que nada, coisa pouca, deixa comigo.” Mas aí, eis que o bofe me responde: “pode dar 30”.
- não acredito....
- cruzes Inês, você também gosta de ser sustentada..o pobre do homem trabalha igual a você...não tem dinheiro sobrando não.
- querida, eu sei que ele não é milionário. Mas eu já sou a riqueza dele. Logo, ele precisa me cultivar e não ir gastando assim por aí, ainda mais no terceiro encontro...
- mas e aí, o que você fez?
- Eu? Na classe que deus me deu, eu abri minha carteira novinha que tinha acabado de comprar e saquei uma linda onça (nota de 50) e disse: “me dá 20 de troco”.
E vocês...o que fariam com esse homem? Daria uma segunda oportunidade para ele fazer um elogio, ou seja pagar a conta, ou já iriam para o próximo. De preferência o que tivesse o carro mais novo?
Já estou imaginando os comentários do tipo: vocês mulheres são f...quando o cara é maneiro reclamam...além de tudo ele tem que ter grana e ter carro bonito?
Direito de Resposta
Deixemos de ser hipócritas e vamos pensar na diversão que uma ida a esses lugares nos proporciona. É terrivelmente estranho pensar que quando você sai outro casal entra. É um casal com uma outra história, com outra circunstância, com um motivo singular para estar ali e não no aconchego do lar. Se podemos rir de nós mesmos porque iremos ficar fixos na idéia de que só o amor importa? Por outro lado, a ida ao motel pode ser tão triste e tão intensa, e por isso ser triste, que esquecemos que podemos ser felizes ao estarmos apenas escondidos dos outros e não de nós mesmos.
Quem não se lembra da trágica história de um motel que desabou no centro do rio há quase 8 anos?
Era um casal de meia idade, casados e com filhos e que eram amantes. Se encontraram no horário de almoço num motel barato da rua do rosário esquina com a primeiro de março. Durante o amor deles o prédio desabou. Os bombeiros encontraram dois corpos nus. Dizem que quando o funcionário percebeu que o prédio iria cair tentou chamá-los, mas foi em vão.
Descobriu-se depois que o casal era amante. As famílias tiveram que se contentar com essa história terrível. Por que mantinham tal relação às escondidas? Será que tinham tempo para as frivolidades do motel ou o horário do almoço era apertado demais para perceber os detalhes à sua volta?
Nunca saberemos. A história de amor desabou junto com o prédio. Hoje nesse local só há um estacionamento. Há bem pouco tempo havia ainda algumas partes com azulejos que possivelmente seria de algum banheiro.
Lição da história: deixemos de lado as regras rígidas do amor. Observar o casal ao lado poderá nos revelar lições de amor muito mais interessantes que a que pensamos viver. Talvez observar que o carinha da caspa, apesar de feio e bizarro, seja capaz de proporcionar amor a uma mulher linda pode nos ensinar que as aparências realmente enganam.
Ou então, que o casal que leva frios para o motel para comer depois do amor pode estar querendo se divertir numa tarde normal e fugir um pouco da mesmice que acabamos levando para os relacionamentos depois de algum tempo.
Independente dos motivos que levam homens e mulheres ao motel, devemos pensar que o amor importa mas há detalhes maiores que envolvem esse amor, e não apenas o sexo em si. Ficar um mês sem sexo não é o pior de um relacionamento. Ficar um mês sem ouvir “eu te amo”, isso sim poderá desabar o prédio que há em nós...
Portanto, “façamos, vamos amar...”
música sobre a queda do motel
quem leu o post acima deve ter ficado curioso sobre a história do casal.
nao sei maiores detalhes, mas marcelo camelo musicou a história...a música é linda
aproveitem para pensar no significado do amor
Conversa de botas batidas
quinta-feira, setembro 18, 2008
a respeito do texto abaixo
apenas um pequeno aviso
o texto que segue chamado Odisséia foi feito a quatro mãos....quase 3 pq a minha está doendo. a história é em parte verídica mas se assemelha a de muitas outras mulheres em busca do ser amado ou desejado.
aproveitem mas pensem que não como um dia após o outro com alguns trajetos de ônibus no meio...
A Odisséia
A ESPERA
O convite já estava garantido.
Faltava agora chegar o dia.
Por que O dia é sempre tão longe?
Entre terça e domingo havia uma eternidade.
No sábado, concluiu que nenhuma roupa lhe caía bem.
A conta bancária? No vermelho, como de costume.
Mas uma blusinha nova se fazia necessário.
“É um investimento. É um investimento”, pensava tentando justificar o gasto de um dinheiro que não possuía.
Não foi a nenhum shopping, comprou ali mesmo, pelo seu bairro, numa daquelas lojas populares.
Ok, daremos o crédito. Foi na Cyticol.
Depois de muito garimpar, encontrou.
Uma blusinha simples, lisa, sem estampas, exatamente como ela prefere.
Perfeita para a ocasião.
O preço?
Um convite ao consumo
R$ 7,99.
Um belo investimento.
Tinha outra, igualmente atraente, mas R$ 15.
Uma fortuna naquele contexto!!!
Levou mesmo a mais barata.
Chegou em casa, experimentou mais uma vez.
Virou de um lado, virou de outro.
E chegou a conclusão que, contra as gordurinhas, o preto funciona mais que aqueles chás horrorosos!!!
Bastava agora esperar o sábado passar. De preferência, bem rápido.
A PREPARAÇÃO
Enfim, o domingo. Ah, glorioso domingo...
Banho,
creme,
roupa,
espelho,
cabelo,
espelho,
maquiagem,
espelho.
Achou que estava apresentável. E que poderia dar certo.
Sabia que a beleza não era seu forte.
Mas é sempre preciso caprichar no visual.
Podia mesmo era contar com a sua simpatia,
seu senso de humor
e sua bagagem literária (que em um samba, não tinha certeza se contava muito ponto).
A CHEGADA
Fez hora para não chegar muito cedo e parecer uma desesperada.
Pegou o ônibus e desceu no local indicado.
Entrou.
Já havia bastante gente.
Algumas pessoas conhecidas.
Sorri.
Cumprimenta.
Abraça.
Beijinhos, um de cada lado.
Avança mais um pouco,
Pensa: “Cadê aquele infeliz? Será que ele não vem?”.
Avistou pessoas que gostava.
Resolveu ir sentar a mesa delas.
Vai de encontro às meninas.
O ENCONTRO
E na mesa ao lado, lá estava ele.
Exatamente como ela lembrava.
Exatamente como ela esperava. Sorri para ele, que retribui o gesto.
Ocorreu um breve e chato diálogo:
- Oi, tudo bem?
- Tudo bom. E você?
- Tudo bem.
- Quanto tempo.
- Pois, é. (qualquer semelhança com a música do Paulinho da viola não é mera coincidência, foi quase isso)
Aquele diálogo demonstrava a formalidade que havia entre eles.
Ela esperava ter algo mais a partir daquele dia.
Para isso pensou: “Rápido, alguma coisa interessante para falar. Rápido”.
Nada surgiu de interessante.
E aí concluiu que seria melhor ficar quieta.
Sentou.
Não na mesa dele. Ao lado. Para ficar perto da presa.
Assim ocorreria a aproximação e seu plano da conquista.
Ela o observava:
A PRESA
Ele levantou, fazia a social como ninguém.
Foi capaz de conversar com todas as pessoas da festa.
Pulava de um grupo para o outro.
A CAÇADORA
Ela? Estática na sua cadeira.
E bebendo, e bebendo.
Precisava daquelas cervejas.
Precisava relaxar e tirar da cabeça a percepção de que estava,
mais uma vez,
sendo solenemente esnobada pelo garoto.
Encheu o saco,
levantou,
bebeu mais,
foi ao banheiro,
mais uma cerveja,
encontrou com uns amigos,
mais alguns goles.
A cerveja estava tão geladinha...
Resolveu voltar.
A OUTRA CAÇADORA
No entanto, nossa heroína se enganou
Se ela saia à caça no domingo de jogo do Flamengo (com letra maiúscula!!)
Outra mais desesperada também saiu.
Para piorar, estava valorizando os dotes que a nossa heroína não tinha.
Quem queria saber do intelecto àquela altura?
O caríssimo não precisava disso naquele momento...
A SURPRESA
Após observar a outra mulher, nossa heroína achou que finalmente o bem venceria o mal.
Ele estava sentado na mesa dela.
Nesse momento, o mago Paulo Coelho é reivindicado: “É um sinal. Quando você quer muito uma coisa, o mundo conspira a seu favor”.
A SURPRESA MAIOR AINDA
Opa, também havia um ser estranho lá.
Ou seria efeito da bebida?
Não, realmente havia uma mulher desconhecida.
Linda, ao lado dele, conversando com ele.
Bebeu os últimos goles daquela que seria a última latinha do dia.
Mão na coxa.
Olhos nos olhos.
Intimidade.
Tudo que ela nunca tivera com ele.
Era demais para ela.
Resolveu não ficar olhando aquela cena lamentável.
Mais algumas voltas,
mais alguns papos furados,
sem sentido,
sem interesse.
O MANO A MANO
Após beber, ver e refletir.
E pensar novamente, viu que estava ao lado dele... e dela também.
Observou:
Um abraço,
um beijo.
E a formação de um bonito casal.
A DECEPÇÃO
Após as cenas mais horrendas de sua vida,
Percebeu que era hora de ir embora.
Se despediu,
sorrindo,
como sempre.
Saiu o mais rápido que pode.
O CHORO
No ônibus, desabou.
Ligou, a cobrar, (conta no vermelho) para as amigas.
Chorou.
Ficou com raiva.
Olhou para a blusinha.
Ficou com mais raiva ainda.
Pensou que poderia ser pior:
e se tivesse comprado a mais cara?
Estaria ainda mais indignada.
O FIM
O domingo deprimente acabou
O Flamengo perdeu,
A chuva começou,
O sonho acabou,
E o gato subiu no telhado.
O que fazer? Pensou....
Naquele momento não havia o que fazer,
Para quem ligar, onde beber
Voltou para a casa
EPÍLOGO
Essa história não acabou.
A odisséia do amor recomeça a partir do momento que um acaba, principalmente se foi platônico.
A nossa heroína, apesar de lutar contra, sabe que só o amor salva.
Salva o sábado, o domingo, o feriado e todos os dias da semana
Salva o porre da festa, salva o time perdido
Salva a falta de grana e a dor no braço
Como ela tem isso tudo, precisa arrumar outro amor urgente.
Para o próximo final de semana chegar faltam apenas 7 dias....
domingo, setembro 07, 2008
Todos os caminhos nos levam ao amor....
Era uma vez um menino estranho, deveras esquisito. Todos o achavam engraçado por conta do casaco que ele sempre utilizava, com chuva ou sol, e que era recheado de caspas por conta do pouco hábito de lavar o cabelo de metaleiro que o próprio utilizava. Nos o conhecíamos de vista não só pelo visual mas pelas coisas bizarras antropológicas contadas por ele. Até aí tudo bem.
Como todos os caminhos nos levam ao amor, lá fomos nós. No entanto, não tínhamos dinheiro para pagar o absurdo da garagem do motel, que vamos combinar, é o estacionamento mais caro da cidade. O que fizemos? Deixamos o belo carro estacionado debaixo de uma árvore. Eu juro, tem motel com pátio e uma árvore no meio...
Ficamos esperando na recepção do motel o elevador chegar e de repente, não mais que de repente, o que vemos? O tal metaleiro cheio de caspa chegando para pegar o mesmo elevador que eu e meu amado pegaríamos. Bem, tivemos que entrar. Então, ficamos os quatro. Detalhe importante da história: a mulher era linda e ele é horrível, logo, qual é o segredo do cara?
O cumprimentei pq o conhecia de vista e é sempre assim, quando estamos longe do local comum sempre falamos com as pessoas que conhecemos de vista. Sendo que nunca o segundo andar demorou tanto a chegar. E ficamos os quatro parados, esperando o nosso andar e eu imaginando o que ele tinha de bom. Na verdade acho que o meu amado ficou pensando a mesma coisa.
O momento foi tão engraçado que aproveitamos para encurtar a nossa história e aproveitar a tv a cabo do motel. Era domingo, e passava jogo, como sempre. O meu time estava jogando e meu amado, como é lindo, quis ver enquanto nos arrumávamos. Até que meu time fez um belíssimo gol e eu não me contive e precisei gritar....goooollllll....e não é que outros casais fizeram a mesma coisa? Incrível, além de aproveitar o que o motel nos oferece também podemos curtir um super futebol...um máximo...para compensar o preço do estacionamento. Mas na verdade, fiquei pensando no bizarro casal e se eles estariam gritando gol ou outras coisas antropológicas....enfim...fiquei só no tesão, ou tensão futebolística amorosa...
No final das contas. Todos gozamos, no bom sentido, um da cara do outro. Ainda bem que não nos cruzamos na saída, seria horrível ver novamente o casal bizarro.
Não percebemos também se eles entraram a pé ou de Chevette. Sei que mesmo de carro tive que passar por essa situação nada agradável. Como eu conheço o mundo, finalmente alguém descobriu que eu conheço o caminho do amor...
O meu time ganhou, eu saí feliz e tudo acabou bem....na verdade, chega de motel...eu quero mesmo é o clássico caseiro....
sábado, setembro 06, 2008
o aroma do amor
Eu preciso continuar esse assunto.
Agora com outra questão: qual a desculpa que poderíamos encontrar para explicar a ausência do amor?
As pesquisas americanas e inglesas a cada dia aparecem com alguma explicação. Uma das nossas amigas confirmou que a pílula realmente interfere na escolha do parceiro, assim como os perfumes e outros artifícios que utilizamos para conquistar o ser amado. Mas meus deus, como posso fazer com que tudo ocorra do jeito que eu quero? Ou melhor. Eu quero apenas ele, só...e preciso continuar com a minha pílula...caso contrário terei muita história para contar. E penso que perfumando meu corpo eu posso amarrá-lo ainda mais...mas na verdade não é isso que cientificamente vai ocorrer?
Eu estou quase desistindo....desistindo de entender os homens e os relacionamentos que eles trazem, a alegria do amor e que de uma hora para outra acaba....
Eu prefiro então me enganar...ficar com os errados mas que gostam do meu perfume, continuar com a santa pílula para que eu possa ter poderes de escolha na hora de procriar, mas quero ter também a sorte do amor..igual aquela que vemos dos casais apaixonados no cinema, numa lanchonete ou num fim de tarde na lagoa. A sorte de encontrar por acaso o ser amado não pode ser resumida no perfume utilizado ou não...
Viva o amor e as sortes de encontrá-lo
a azia do fim
Infelizmente nos relacionamentos demoramos a descobrir isso tudo. Quando a tortura do fim já nos consumiu, ou pior, quando a tortura do durante nos consumiu por inteira. Passamos noites pensando que nunca iríamos conseguir viver sem aquele homem, sem seus beijos, seus papos e tudo o que o pacote oferecia. Ora pois. O relacionamento acabou, você sofreu, chorou e fim...acabou mesmo. Mas num belo dia, num dia de tédio, o telefone toca. É ele. Ele está ligando, marcando um chopp...você não tem nada para fazer...e o que faz? Aceita. Óbvio que esse chopp não ia acabar só na conta que o garçom iria trazer...iria muito além...talvez no café da manhã amargo do motel.
Mas quando você sai de lá você sente uma azia,..que não foi provocada pelo café dormido...mas sim por outra coisa. Aí bate uma tristeza: a azia é pelo bis, pelo repeteco, por tudo o que ali aconteceu e o que você acabou de perceber: você não o ama mais. É por isso que você se sente mal. Como pôde durante tanto tempo gostar de alguém que hoje te faz mal?
Pois é....e agora José...não só a festa acabou mas o amor também...como você queria que ele soubesse....que você teve azia ao ficar com ele de novo...e como você não quer mais vê-lo...nem se ele morasse ao lado da casa....
Enfim, felizmente, ou não, tudo acaba. Os relacionamentos têm fim. O mal estar que isso provoca é passageiro. Nós só não podemos ficar tentando novamente provocar nosso estômago...poderá ser fatal...No entanto, deveríamos lembrar sempre que isso tudo acontece quando vir o novo sofrimento...o da vez...
domingo, agosto 24, 2008
pílula e parceiros
onde o mundo vai parar com essas pesquisas absurdas? por que dão tanto dinheiro para cientistas pesquisarem determinados comportamentos humanos ou reações químicas e psíquicas se nós não vamos mudar o nosso comportamento por conta disso? a última coisa absurda que acabo de ler foi sobre o a ligação entre pílula e escolha de parceiros. segundo a pesquisa feita por ingleses (sempre eles) a pílula influenciaria o olfato que por sua vez é o responsávela pela escolha de parceiros. o uso da pílula influenciaria a escolha de parceiros geneticamente não tão similares se não fossem escolhidos sem a influência da pílula no olfato.
ora. depois de um domingo tenso com o meu parceiro e após a leitura de uma outra pesquisa sobre como uma mulher deve "prender" um homem, começo a pensar que sempre fiz a escolha errada dos meus parceiros por conta da minha pílula, tão querida até então. ora, então, o que devo fazer? trocar de pílula ou de parceiro? ou será que minha ginecologista deveria dançar depois do resultado dessa super pesquisa? (como as mulheres puderam viver até agora sem essa preciosa informação?) eu sinceramente não sei....
no entanto, das duas uma: ou eu faço um balanço dos meus relacionamentos durante o uso dessa última marca de pilula, ou paro de tomá-la durante um tempo. aí sim irei ver se tenho parceiros geneticamente favoráveis, já que sem o seu uso terei um grande resultado disso: uma gravidez.
ou melhor, a mulher que terminou com um cara pode voltar a pensar nele e na possibilidade de uma retomada do relacionamento se trocar de pílula imediatamente e esperar fazer os efeitos sobre o seu olfato. quem sabe assim ela até nem queira mais o dito cujo e encontre um outro geneticamente mais similar...?
enfim...muito louca essa vida onde procuramos explicações para tudo na ciência. se o amor não pode ser explicado racionalmente, talvez a ciência nos dê uma força. mas, sinceramente, prefiro a força da tentativa de amar. essa sim seria fundamental e melhor ainda se viesse em pílulas...
para maiores informações sobre a pesquisa tosca, acessar o link abaixo. apenas um detalhe: o globo não permite o fabuloso "control-c", "control-v" de seus textos...aiaiaia;......
irohttp://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2008/08/13/pilula_pode_levar_mulher_escolher_parceiro_errado_diz_estudo-547723560.asp
sábado, agosto 16, 2008
o engraçado das paixões
ou melhor...é a falta de...
eu explico: quando bebemos e no dia seguinte quase morremos com uma ressaca louca sempre prometemos: nunca mais beberei desse jeito...
o mesmo fazemos com as paixões...sempre prometemos não nos apaixonar..ou quando isso acontece prometemos que nao faremos nada que vá nos abalar no final dela. estamos errados. a paixão não morre...nós é que morremos para ela.
o drama se iniciou na tentativa de achar que o acaso pode ser benéfico para alguém. o tropeço na rua tem que ser encarado como tal. ou seja, é apenas casual. você não irá cair sempre. ou se cair, irá se levantar.
mas quando caímos achamos que é o horror em forma de momento pessoal. e levamos tão a sério a queda que ficamos com medo de passar naquela rua novamente. o mesmo acontece com os acasos que nos dão alegria e mais tarde tristezas.
e só de pensar que uma noite perdida de sono ou no sono pode signficar muito na minha vida a longo prazo me dá arrepios e vontade de me esconder debaixo da cama.
se o longo prazo for bom...ou seja, passar do tempo que eu espero que dure...já estarei no lucro.
que bobagem pensar nisso agora. queremos sempre para sempre. queremos a eternidade em forma de momento. que as horas nunca passem. que tudo continue como no primeiro dia. o pior é que nada mudou. o relacionamento continua o mesmo. quem muda são os sentimentos das pessoas em relação as outras. vc quer mais...ele talvez queira. ambos são mudos. mas ambos ouvem....
a necessidade da discussão faz com que o silêncio permaneça presente nos pensamentos. como dizer determinadas frases ou impor sentimentos até então ausentes nas tardes ensolaradas?
por outro lado, discutir demais sem prática é um grave erro. sexo verbal nao faz bem a relacionamentos...mas é como a canja de galinha de jorge ben ...
enfim...mais engraçadas que as paixões são os apaixonados que acabam rindo da mesma piada sempre que é contada...mesmo por pessoas diferentes...
apenas uma música
Se eu pudesse roubar
as gotas de luar
que vi brilhar
nos olhos teus
guardava aquele encanto
para enfeitar meu pranto
na hora do adeus
Sei que muito breve
tu irás me esquecer
eu sei que vou sofrer
por culpa da minha paixão
eu devia te deixar
mas vou continuar
para castigar
meu pobre coração
apenas para musicar o momento...música perfeita...combina com a tentativa de poesia abaixo
sexta-feira, agosto 08, 2008
Quanto você quer para me deixar?
Para me deixar voltar para a minha vida sem graça de antes?
Para as minhas ilusões ridículas e sem propósito?
Para as minhas loucuras noturnas e carnais que não me levavam para lugar algum?
Para os meus sonhos loucos de um moreno alto bonito e sensual?
Não agüento a aflição do amor
Da paixão, da saudade e dos desejos.
A vida é mais tranqüila e morna sem amor...
A vida é sem graça e sem assunto, sem risos....
Sem beijos loucos e sem pensamentos mais loucos ainda
Mesmo assim quero que me deixe.
Agora, logo, nesse momento....
Porque se não for agora não vou admitir que me deixes depois....
Vou querer sempre ser iludida pelas suas palavras, pelos seus beijos
Pelas mãos inocentes e pelas conversas moles ao telefone....
Apesar de ser mais tranqüila a vida sem amor
É também menos agitada e ridícula...
Mas quem não prefere a beleza das ilusões românticas e perecíveis?
Qual deve ser o seu segredo?
A música de frejat para tomar conta e cuidar antes que descubra os segredos é ideal...é assim que fazemos antes de dar o bote definitivo...vamos circulando, cercando a nossa caça até que quando não mais resistir revelamos a nossa verdadeira face....
No entanto, toda essa tortura psicológica poderia ser reduzida se perguntássemos logo algumas situações: quem é você? Para onde você vai? O que quer de mim?
Mas por que nunca fazemos isso? O medo de ouvir a resposta, verdadeira ou mentirosa, bloqueia a nossa boca ou ouvido dele que quando ele pergunta “o que?” para algo que vc acabou de falar. Nesse momento você entende que os anjos estão a postos no momento certo. Imagina se você faz uma pergunta fora de hora...já era....é dar adeus a coisa mais linda que já apareceu em sua vida...
Todos nós temos um segredo. Mesmo que ele esteja escondido, inativo ou reservado. Um dia ele aparecerá e quando esse dia chegar aí sim conheceremos a face oculta do amor....
quinta-feira, julho 17, 2008
o chevette e o metrô
o que é pior: um chevette ou um metrô?
como assim? pior para que?
serei direta: você prefere entrar a pé ou de chevette velho?
eu ainda não sei responder a essa questão terrível. prefiro ter com quem entrar...óbvio...
mas é constrangedor ir para o local do amor (escreve uma pessoa que tem visto a vida azul) a pé. olhar para a cara da recepcionista e pegar o elevador é o que há de pior. das vezes que compartilhei elevador sempre, digo novamente, sempre encontrei outros casais.
a primeira vez foi durante o almoço no centro da cidade. local da perdiçao dos casamentos, noivados ou simples namoros. entrei com um super óculos escuros, fiéis as suas donas. o mesmo fez o careca que entrou junto com uma mulher da mesma idade que ele. engraçado que o elevador do motel parece ser um elevador normal, de um consultório, de um prédio comercial, enfim. é um lugar onde as pessoas se cumprimentam, conversam, normalmente. nada está acontecendo.
bem, da outra vez o encontro no elevador foi no final. menos mal pq tudo já estava azul e qualquer pessoa, até um conhecido poderia entrar que nada estragaria o meu humor. mas quem entrou foi um casal de velhinhos, tipo 6o anos mais ou menos. os dois carregavam bolsa, mochila e sacola de supermercado. como assim? eu acho que eles levaram aperitivos. cheguei a olhar que na bolsa que a senhora carregava tinha aquelas bandejas de frios...
mas eles tb saíram frios do elevador. enquanto eu sorria e conversava animadamente com o meu parceiro eles saíram de forma discreta, um pouco distantes e atravessaram a rua e sumiram no meio dos carros....
enquanto isso o chevetão quebra na curvinha do motel....assim é pior. não há tesão que resista a um carro velho quebrando enquanto as coisas nem aconteceram. e o que é pior: vai contando horas que poderiam estar sendo gastas quebrando outras coisas e não carro...
enfim. eu prefiro o amor. isso sim nao quebra. apenas quando aparecem pensamentos que nao deveriam existir...
mas isso já é outra história
o google e o amor
Eu acho o google a ferramenta mais fantástica do mundo. Certamente ajuda inúmeros casais que não sabem o que escrever para o outro. Em compensação, o orkut é a praga internacional que pode acabar com os relacionamentos. Mas não vamos falar de orkut, e sim do google. Ou melhor, do amor que não está no google.
Incrível que o amor é algo escondido e velado quase selado e impossível de se achar até que, BUM!!! Achamos e quando isso acontece, não há nada que possa impedir. Bem, até o momento que as neuras aparecem ou as outras mulheres que já existiram na vida de um homem...Essas sim tem uma capacidade fantástica de atrapalhar a vida alheia. Elas atrapalham no pensamento, no tesão, na cama, na rua, na chuva, na fazenda e no quarto do motel do centro.
Mas pior que as mulheres da vida de um homem, são os homens da vida de uma mulher. Quando o barco está indo bem no mar é aí que esperamos a tempestade...
É por isso que coloco a paródia da Terezinha. Pobre mulher que esperava o homem e os três foram homens distintos, mas semelhantes nos seus interesses.
O primeiro que chegou trouxe flores. Cheio de histórias e de promessas não cumpriu a única que deveria cumprir: ficar até o amanhecer.
O segundo que chegou trouxe os seus questionamentos de uma cultura ruim, de uma cultura diferente. Suas idéias diferentes e seus preconceitos não foram suficientes para a manutenção da paixão, então ela disse não.
O terceiro que chegou veio do nada. Simplesmente sorriu, falou e ganhou. Não prometeu, não descumpriu promessa, apenas chegou devagar e foi ganhando aos poucos e entrando no coração que por sua vez estava cheio de angústias.
A pobre Terezinha agora é feliz com seu homem sem promessas e apenas com a paixão. Essa sim mãe de todos os remédios. Sem ela é impossível viver.
Obviamente que uma consulta ao google Terezinha fez. Até porque todos estamos no google e nada mais eficiente que saber da vida da pessoa através dessa ferramenta fantástica. As frases foram consultadas, os sentimento também. A informação é de que se retire as aspas para otimizar a pesquisa. No entanto, as aspas especifica o objeto pesquisado. Ele é único e talvez por ser único não foi encontrado nenhum resultado. Logo, talvez tenha acertado na loteria ou então estou com o bilhete premiado de outra. Como ainda não sei, continuo aqui, escutando palavras de amor, sendo atrapalhada nas minhas atividades pelos pensamentos loucos e arrumo a casa, conforme fez Terezinha, para os meus outros homens que terão parecido apenas o nome...
Terezinha
vale a pena conferir....
http://www.youtube.com/watch?v=ply6B4O5ZYs
sexta-feira, julho 11, 2008
gostinho da proxima postagem
O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e assustada, eu disse não
O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e assustada, eu disse não
O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro dentro do meu coração
atualizando
muitas coisas que mereceriam textos e mais textos nesse espaço. infelizmente a falta de tempo é decorrente dessas muitas coisas. que na verdade se resume a uma só: HOMEM!!!!!!!!!!
Apenas eles tiram o nosso sono. apenas eles são capazes de nos fazer esquecer dos outros e, principalmente, de outros homens...apenas homem satisfaz os sentimentos mais....como dizia roberto jeferson a dirceu anos atrás...(ui, que trocadilho)
prometo na próxima postagem contar as aventuras de uma lutadora pelo amor. apenas uma resalva: ainda estou no combate. se derrubar é penalti, e eu nao sou washington para perder em decisão. a vida sentimental da mulher é uma eterna decisão, uma eterna libertadores, um eterno campeonato mundial...que venham os torcedores pq o time já entrou em campo...
domingo, maio 04, 2008
início da teoria marxista do amor
Só para encerrar a minha teoria marxista do amor (ainda farei uma tese assim):
O amor e as ilusões que vem com ele, são próprias da nossa sociedade capitalista que os usam como forma de alienação. O trabalhador, além de trabalhar e deixar a mais valia para o empregador, e deixa também no seu dia-a-dia parte da sua força revolucionária tentando entender seus companheiros, ou a melhor forma de agradá-lo. O auge da ilusão capitalista se faz no dia dos namorados, 12 de junho, quando todos são incentivados a correr a lojas para comprar, consumo, e demonstrar algum amor. Quem não faz isso não tem a quem demonstrar amor, está excluído do sistema, não produz tão bem e não recebe benefícios que um ser apaixonado poderia trazer.
Enfim, temos que acabar sim com a ilusão do amor para que possamos fazer a revolução. A luta de classes será necessária mas não suficiente para derrotar o inimigo e implantar a ditadura do proletariado. Depois disso, conheceremos o verdadeiro amor...
Abaixa e créu....(to be continued)
As teses marxistas seriam modificadas nesse mundo capitalista e preso às ilusões amorosas. Ou daquilo que chamam ser amor e que na verdade é muito além, ou diferente disso.
Bem, toda essa tentativa de produção de uma tese marxista a respeito do amor é para demonstrar a minha consternação a respeito do “eu te amo marxista”.
Não sou a melhor pessoa para dissertar sobre isso, primeiro pq nunca disse eu te amo e segundo pq não sou marxista. Mas pelo menos sei o que isso significa, os dois.
E o que eu vi, um marxista falando eu te amo, não é nem um nem outro.
Mas vamos deixar o marxismo de lado, caso contrário enfrentarei uma série de críticas dos meus leitores (a única é marxista).
Continuando a crônica abaixo, sobre o chororô de Ronaldo e da pobre mulher que se dizia sua, fico me perguntando os critérios utilizados pelos homens para a escolha dessas peças.
Eu já desisti de agradar, mas algumas ainda tentam. E você continuar com suas atitudes, contrárias a preferência do ser amado nos levaria a pensar que seus dias estavam contados. Mas o que eu vejo é o contrário. A idéia dos opostos se atraem nunca esteve tão bem comprovada.
Declarações piegas, água com açúcar e fotos estranhas com gente esquisista prova que o amor não tem vergonha. Só tem vergonha quem não ama.
“Decisões tem razões que a razão não explicar”
o cara que narra o jogo acabou de dizer isso por conta da sua admiração pelo silêncio no maracanã. Bem, ele resolveu sua questão colocando na razão a falta de explicação.
Recorrerei a essa opção. Se o coração não explica, as outras partes do nosso corpo não são obrigadas a esclarecer.
Então, as louras que me perdoem, mas critérios são fundamentais.
Se “pra dançar créu tem que ter disposição” ao mesmo tempo para continuar com alguém assim tem que ter mais que “habilidade...” tem que ter “coragi”
E ninguém cala esse chororô....
Mas o que nós mulheres temos a ver com futebol?
Tudo...
Afinal de contas é o esporte que toma conta dos nossos homens duas vezes por semana: domingo e quarta. Na quarta além os nossos homens toma conta também da nossa tv, porque mulheres como eu, desprovidas da TV a cabo, não tem como assistir outra coisa, senão a decisão da libertadores ou os jogos da copa do Brasil.
Isso me lembra uma época em que eu assistia toda quarta-feira os jogos comentando ao vivo, via telemar, os melhores lances. Nessa época percebi que um homem gosta de mulheres que entendem o que é um impedimento, ou no máximo sabem que existem 11 em cada lado. Ronaldinho, o fenômeno, teve uma namorada que não sabia o que era goleiro. Mulher assim precisa queimar no fogo do inferno. Como alguém namora um jogador e não sabe como seu namorado trabalha?
A última namorada, ou ex, era uma mulher culta. Chic, rica, estudada, faz pós-graduação em engenharia em algum canto da Europa. Havia transferido o curso para Milão para ficar mais perto de Ronaldo. Além de tudo isso era discreta e não demonstrava sede pelo dinheiro do moço. Ou seja, uma mulher beirando a perfeição que estendeu o ombro, e outras partes, para Ronaldo quando ele se machucou pela enésima vez. Ou seja, ela caira do céu depois do fenômeno Cicarelli e da Raica, que não sabia o que era um goleiro.
Tendo tudo isso e depois da alegria de ver seu flamengo ganhar o primeiro jogo da decisão, o que ele faz? Vai comemorar nos braços, e em outras partes, de um ser humano que na identidade é homem mas que na mente é mulher, ou vice-versa.
Nada contra as preferências sexuais mas vamos combinar que com uma mulher como aquela, estudada, viajada, inteligente, bonita e endinheirada, o que a coisa do Ronaldo, guiado pela cabeça baixa, foi fazer no inferninho do inferno da Barra?
Não dá pra entender, depois disso, acho que cabeça masculina não serviu para ser entendida e sim administrada. Os homens tem decepcionado com suas atitudes mesquinhas, idiotas, infantis e nojentas. Além de tudo isso são pão-duros. O que custava o ronaldinho poupar a pobre namorada e dar os 50 mil para o(a )Andréia?
O miserável só pensou no bolso dele e não acreditou o que é possível fazer a fúria de um travesti contrariado.
É demais, as minhas solidariedades a essa pessoa, que trocou sua pós-graduação, (será que Ronaldo sabe o que é isso?) para viver com ele mais pertinho...
Ui ui...se eu fosse essa mulher, fazia igual ao Mário Prata, uma tese é uma tese e nesse meio tempo, nada de Ronaldo e afins...
Enquanto isso, choremos o leite derramado, ou outros líquidos. Ronaldo, pobrezinho, deve ainda estar chorando, pq eu não sei. Tenho pena dele se o flamengo perder...
Aí que vai ser chororô mesmo...
sábado, abril 26, 2008
SIMPATIA É QUASE SEXO
Bem, tem umas clássicas, como: “vamos ao meu apartamento ouvir uns cds?”, “vamos tomar um vinho?”, “vamos ao motel?” e outras mais diretas e indiretas...
Agora, a pergunta que não quer calar: desde quando ser simpática é um convite para sexo?
Como assim? Não era simpatia é quase amor, que história é essa de sexo envolvendo simpatia?
Perguntem aqueles que não sabem disfarçar a vontade de t...ao ver um sorriso simpático de uma menina simpática.
Não tem como fugir, desde o pipoqueiro, motorista e táxi até ao trocador e ônibus, se vc der mais que um bom dia, boa tarde e boa noite, já era...vc será cobiçada.
O pior é quando o cumprimento não vem e aí sim, o cara se acha no direito de investir na ausência de oportunidades. Ontem estava eu num supermercado maldito esperando numa fila que dizia ser rápida com pouco mais de 10 itens nas mãos. Eu iria pagar as coisas separadamente então, a primeira coisa que fiz ao chegar ao caixa foi dizer isso...
Detalhe: o funcionário era um menino de uns 22 anos, alto, bonitinho, mas que não fazia o meu tipo, mas acho que eu fazia o dele. Então, não prestou.
Ele veio logo falando:
“eu iria primeiro te dar boa tarde”.
Eu olhei para a cara dele e para as mercadorias em cima do caixa e disse:
“também com essa fila, fiquei até perdida e esqueci de dizer”.
Xiiiii, piorei!! Aí mesmo que o menino se achou no direito de puxar um papo comigo e me perguntar sobre a fila, sobre o meu cartão de crédito, sobre a minha identidade (ele pediu e eu dei a de motorista, pronto, ficou olhando tudo...)
Conclusão: a criança me viu chegando afoita no caixa e mandou a cantada que ele sabia. Mais um sorriso meu e ele iria me convidar para um chopp e do chopp vcs já sabem pra onde ele iria querer...
Então, uma coisa é certa: nem o boa tarde é senha para o sexo...foi bonita, ou um mínimo de gentileza...já era...está condenando seus ouvidos as cantadas baratas do dia-a-dia.
A última experiência, agora com uso do “bom dia” como gesto gentil: fui numa livraria de manhã cedo e perguntei, pq estava com presa, onde era a sessão de dicionário. Antes de perguntar dei um bom dia.
A resposta que eu tive a minha pergunta: “com esse bom dia com certeza meu dia vai ser bom”. Uau, agora imaginem minha cara de interrogação pensando que o cara estava falando de dicionário. Então, o fiz repetir o que ele tinha dito. Ao invés de esquecer a cantada e partir logo para o dicionário, ele repetiu.
Putz, ou eu estava surda ou não estava acreditando naquela resposta. Perguntei novamente, ele novamente disse a cantada agora num tom mais sensível aos meus ouvidos. A idiota riu, mais da sua surdez do que da cantada, e logo depois recebeu, agora sim, a resposta sobre os dicionários. Ainda bem que ele não era responsável por essa sessão pq imagina o estrago que ele poderia fazer com os trocadilhos.
Resumo da ópera: ou somos irresistíveis, ou então os homens estão todos desesperados e qualquer hora é hora.
Por isso, esse tédio dos relacionamentos. Essa fragilidade naquilo que chamávamos de amor. Agora o de repente está tão de repente que tenho até medo de recusar algum tipo de convite na tentativa de me mostrar difícil. Não sei se terei a próxima vez com aquela pessoa.
A imensidão do mundo só é facilmente demonstrável quando tratamos de amor. Ou seja, nosso amor pode estar a quilômetros de distância e assim talvez nunca o achemos e nos contentemos com os supermercados e as livrarias da vida. Por outro lado, o mundo é um ovo quando estamos fugindo dos malas da vez...
Mesmo assim, eu ando devagar. Se o cara não quiser o replay da minha companhia, problema dele. Agora não dá pra viver achando que um ser humano simpático é um convite para qualquer coisa. Daqui a pouco teremos que ser estúpidas para sermos respeitadas num supermercado. Gente, se ainda fosse um cara bonitão, do meu tipo, fazendo compras....
ACABOU
Mas de tudo iremos tirar uma lição: se um homem é gentil, simpático e inteligente, apesar de careca e barrigudinho, acredite: alguém, que não é você, está com ele!!!
No entanto, como eu, pobre coitada que tem apenas dois olhos, apesar dos óculos que me auxiliam, poderia enxergar tal compromisso daquela pobre criatura?
As alianças foram feitas para isso e apenas para isso: mostrar o comprometimento amoroso. Ora, se você não tem aliança permite que outra pessoa fique interessada (tudo bem que isso está virando exceção, eu que o diga). Mas no geral é assim que ocorre. Ou então, existem outras formas de demonstrar que você já tem dona, ou dono. É só no meio de um assunto você dizer: “minha namorada”, “meu namorado”, “meu homem”, “meu macho”, “minha mulher”. O que custa dizer isso? Só dizer isso facilitaria as coisas. Depois disso se o interlocutor insistir em algo que vá além do papinho e do café (nessa altura do campeonato aceitar chopp nem pensar) você pode reforçar dizendo: “sou uma pessoa feliz por ter encontrado o fulano”, ou “a minha esposa é um máximo, além de inteligente é bonita” (mesmo a gente acreditando que as duas coisas juntas é quase impossível. Se ela for os dois deve ser ruim de cama – kkkkkk)
Outras lições: nunca prolongue o assunto com a pessoa interessada nos seus dotes. Isso é sacanagem pq paixão quando pega é difícil de soltar, é igual a gordura em panela (nossa, isso foi um horror!!)
E por fim, sempre, em toda a situação, qualquer uma, mencione o seu compromisso, dizendo: “nossa, essa minha vida de casada”, “vou encontrar meu namorado, meu marido, meu macho, meu homem”, “viajei com minha mulher”, e por aí vai....
Mostre sempre que você é feliz no relacionamento que vive para que a outra pessoa nunca crie esperanças do tipo “relacionamentos acabam”. Isso seria o fim de todo o investimento que fizemos para despistar aquele gato inteligente, gentil que apareceu justamente estávamos comprometidas...QUE ÓDIO....
quinta-feira, abril 24, 2008
chopp e café
hoje tenho dúvidas e medo de qualquer convite banal a respeito de um choppinho no final do dia. Tenho uma experiência a relatar.
A minha inocência permitiu que eu fosse de carrro com uma pessoa acima de qualquer suspeita (julgo assim a partir do momento do homem ser bem mais velho que eu, ter mais experiência com relacionamentos e não demonstrar nenhum interesse anterior em relação a minha pessoa) para um bar banal em plena segunda –feira as 18 horas da noite.
Ora, ora, ora, quem tentaria alguma coisa com alguém que além de tudo estava morta de cansada, com fome e interessada apenas num papinho para distrair (INTERROGAÇÃO)
Pois é, apesar de imprevisível e insensível fui atacada após dois chopps (não foi um porre, foram apenas dois chopps em duas horas, mais ou menos).
A reação foi a mais irracional possível. É a pior sensação que alguém pode ter: ser surpreendida, principalmente num momento indefeso. Mas o pior disso tudo foi perceber que aceitar um chopp é demonstrar interesse. Caramba!! Vou começar a beber sozinha. Só assim não corro mais tantos riscos.
No final disso tudo pude tirar algumas conclusões que exponho aqui através de tópicos
Idade não significa maturidade: um velho qualquer pode cometer os erros que seriam exclusivos de um adolescente;
Chopp significa sexo, café significa papinho
Café também pode ser perigoso, logo, só o aceite se for numa livraria.
Nunca aceite convites de quem vc nunca bebeu acompanhado, pq se ele te chamar sozinho para um chop esteja certo que o ataque, ou a confusão, virá;
Simpatia significa aceitação, a grosseria é o que há de melhor para evitar os abusados;
O mundo pode ficar ainda pior, se nas micaretas vc tem a “permissividade” de pegar quantos quiser, num bar talvez vc só pode querer beber...o verdadeiro então é ir pra micareta!!!
Os emails e contatos via MSN não servem para diagnosticar esses tipos de convites, a não ser que o nível do desconfiômetro esteja atualizado e vc o ative a cada leitura de uma mensagem eletrônica;
A pior coisa é receber de quem vc não quer, beijo roubado da pessoa amada é tudo de bom...
Novas conclusões ainda estão por vir. É só ficarmos paradas em frente a um bar que veremos esses ataques
Por fim, uma dúvida: será que se eu fizer o mesmo com quem eu estou interessada serei bem sucedida (INTERROGAÇÃO),
EM BREVE, NOVAS ANÁLISES, ...
domingo, fevereiro 17, 2008
saídas noturnas até o sol raiar...2, a missão de dispensar
pro inferno todos!!!!!!!!
nunca mais darei meu número certo...vou trocar só o último número, melhor não, bom é trocar todos....pra garantir a derrota da ligação e tb para eu não ficar pensando, "ele não ligou" já que terei a certeza que ele não vai ligar...
mas vamos lá para as saídas, a penúltima, mal sucedida...
foi um encontro dos horrores. como poderia acreditar que todos os homens chegariam com o mesmo discurso básico: "qual seu nome?, onde vc mora?" o primeiro que perguntou consegui ser educada e responder somente a primeira pergunta...mas a segunda eu me recuso. o que será que o homem pensa ao perguntar onde eu moro? será que ele quer me levar em casa? não, o miserável quer encher a boca pra dizer que mora "bem" sem pensar que morar em ipanema e gávea pode ser muito relativo.
quando o terceiro me fez a mesma pergunta eu já respondi, "pra que?" (ou foi o quarto ou quinto? não consigo lembrar, o álcool prejudica a memória)
as 5 da manhã alguém me pergunta qual o seu nome, o que será que ele vai fazer com essa informação? escrever um poema, cantar uma música com o nome, ou guardar e sair correndo? dúvidas que não tem fim. um dia descubro, o próximo que me perguntar isso farei uma questionamento acerca das "chegadas" idiotas...
pois bem, dei o meu número para uma criatura que eu tinha certeza que não queria ver mais. mas vc pode me perguntar, pra que deu o número então? falha momentânea de memória, pensei, "ele não vai ligar...."
ora, não é que eu estava certa, ele não ligou...logo, passou o primeiro mês e nada do menino. o nome dele eu não fazia idéia...
ufa, escapei, nunca mais dou meu número...
chego em casa domingo depois de uma super praia...e o telefone toca com um número desconhecido aparecendo no visor...eu atendo, uma voz conhecida, pensei, é um amigo meu que mudou de telefone, aí o louco pergunta:"quem está falando?", pensei, "é engano", ele insiste: "não é fulana?", eu digo não, aí ele conta a história, "eu te conheci no lugar tal, no dia tal e vc me deu o número".
como assim? como alguém liga para outra pessoa dois meses depois e quer que a outra lembre?
eu não mereço...mas o pior estava por vir...várias chamadas durante a semana do mesmo ser humano...o que fazer?não atender, óbvio...
esse é o jogo que nos submetemos a cada saída. nunca estamos livres dos loucos e dos lindos, porém, é muito difícil saber o nível de loucura e de beleza após a ingestão de álcool...no final das contas, serviu para rir um pouco...e isso é o que importa realmente..
vamos às continuações - como se escreve um email?
previsível, muito previsível...nada saiu de acordo com o esperado. infelizmente a mudança não foi tão positiva. teve um ponto mas que não vem ao caso.
o que vale é que eu tentei fazer a diferença e esbarrei na dificuldade gerada pelo ser humano, ou seja, nós dois. eu confesso que crio uma dificuldade em relação a expressão corporal. acho que faço de forma errada, mas o pior é ler a expressão corporal do outro. nisso eu tenho uma dificuldade do cão (o cão sabe muito bem na verdade).
mas vamos lá. eu tive uma certeza no momento do encontro: ele é tudo o que eu quero, é lindo, inteligente e cativante.
mas não é suficiente, preciso saber do seu estado civil, mas como perguntar isso? não sei...tenho que adivinhar, e para isso prefiro confiar no meu sexto sentido: solteirooooo
se eu pensar que ele é inteligente e imaginar que a genialidade dele não é só para o trabalho mas também para o lado pessoal, posso pensar que ele tb imagina que algo acontece no ar...ou será que a inteligência dele ficou reservada só para a política e afins?
antes do encontro um deslize dele demonstrou a alegria do encontro, mas no final o desfecho foi simples, normal, sem grandes excitações....pq? pode não querer, pode querer tb.
porém, preciso admitir: tb não dou abertura, não digo meu estado civil, não vou além das formalidades que um encontro já marcado, não lembro da existência de um bar com cerveja...poderia tb dar o passo inicial ou final, dependendo da situação.
para finalizar o post: a cada dia tento montar esse quebra-cabeça, mas está difícil. a próxima peça chegará no próximo final de semana e eu acho que assim eu fecho: ou eu ataco ou saio correndo sem nem olhar para trás...enquanto isso vou espiando...